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	<title>Nação Griô</title>
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		<title>Nação Griô</title>
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		<title>Outros registros &#8211; Inveção Brasileira</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 01:23:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regional Nascente das Veredas]]></category>
		<category><![CDATA[Invenção Brasileira]]></category>
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		<category><![CDATA[Paulo Freire]]></category>

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		<description><![CDATA[Outros registros Durante este ano como griô aprendiz me dediquei também a estudar educadores com a proposta vivencial no ensino formal, como por exemplo o grande mestre Paulo Freire. A baixo registro um texto sobre a Pedagogia do Oprimido que só foi construído e entendido por causa da vivência obtida com a Pedagogia Griô. Um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=68&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyText" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:center;" align="center"><strong><span style="font-family:ae_Tholoth;color:#333333;">Outros registros</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:center;" align="center"><span style="font-family:ae_Tholoth;color:#333333;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;"><span style="font-family:ae_Tholoth;color:#333333;">Durante este ano como griô aprendiz me dediquei também a estudar educadores com a proposta vivencial no ensino formal, como por exemplo o grande mestre Paulo Freire. A baixo registro um texto sobre a Pedagogia do Oprimido que só foi construído e entendido por causa da vivência obtida com a Pedagogia Griô.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;"><strong><span style="font-size:16pt;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;"><strong><span style="font-size:16pt;">Um pouco sobre Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire, 1968</span></strong></p>
<p class="Textopr-formatado" style="text-align:right;" align="right"><strong><span style="font-size:12pt;">Fabíola Resende</span></strong></p>
<p class="Textopr-formatado" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:ae_Tholoth;"> </span></p>
<p class="Textopr-formatado" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:ae_Tholoth;">¨Gosto de discutir sobre isto porque vivo assim. Enquanto vivo, porém, não vejo. Agora sim, observo como vivo.¨</span></p>
<p class="Textopr-formatado" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:ae_Tholoth;"> </span></p>
<p class="Textopr-formatado" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:ae_Tholoth;">(do livro, <em>depoimento de um operário em aula)</em></span></p>
<p class="Textopr-formatado" style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ae_Tholoth;"> </span></em></p>
<p class="Textopr-formatado" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:ae_Tholoth;"><span> </span>¨P<em>edagogia – paideia: do latim que significa ao mesmo tempo educar e civilizar¨</em>. Ora, ¨Pedagogia do Oprimido¨, educação e civilização do oprimido. Mais que isso Paulo Freire, vem dialogar com seus leitores sobre a educação e a civilização humana, porque mais que educadores e/ou educandos somos humanos. E como humanos somos, somos transformados e transformadores durante toda a nossa existência terrestre. A escola, é, ou deveria ser, um dos veículos incentivadores da transformação consciente e necessária em nossas vidas. Seria por meio dela somado a nossas histórias de vida que nós fortaleceríamos a nossa distinção animal, por sermos seres pensantes e históricos. </span></p>
<p class="Textopr-formatado" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:ae_Tholoth;"><span> </span>A relação oprimido e opressor, bem explícita e desenhada durante toda a leitura nos faz refletir sobre até que ponto temos consciência do tamanho inconsciente dos nossos desejos de nos tornarmos opressores ou dominadores de situações. Ou, como sabemos se a situação de oprimido não é um cômodo ideal e/ou inconsciente? Como podemos nos perceber, nos conscientizar se somos opressores e/ou oprimidos? E até que ponto estes estados nos deixam confortáveis? A educação, ao levar em conta situações históricas do indivíduo poderá ajudar nestas descobertas, a partir do momento em que pudermos também nos desvincularmos, o mínimo possível, da era capitalista devastadora e compulsiva que se faz presente no nosso dia-a-dia . Transformando valores e tradições, tentando, mas não conseguindo, acredito, nos desvincular de nossas raízes e ancestralidades que nos faz seres repletos de sentimentos e puramente humanos. A busca junto a pedagogia do Oprimido é de um equilíbrio, basicamente, onde possamos ser mais do que ter, possamos ser seres desejantes, feitores de nossas próprias histórias e caminhos. É a negação da entrada em um ciclo, onde me torno opressor e faço oprimidos, oprimidos desejantes de se tornarem opressores&#8230; A busca inquieta por status que leva ao consumo do ter para ser, ter uma chefia, ter um carro (ou muitos), ter uma casa, ter uma família, ter&#8230; Enfim termos o encobrimento ingênuo e inconsciente de que somos aquilo que somos ou desejamos ser. Freire, deixa claro na págian 118; ¨a<em> inserção é um estado maior que a emersão e resulta da concientização da situação. É a própria consciência histórica.</em>¨ Em muitos momentos de nossas vidas nos tornamos seres emersos, a deriva do mundo em que estamos inseridos, parecemos alheios a ele, esquecendo de nossos sentimentos de pertencimento ao nosso mundo, a nossa própria natureza humana. Assim Paulo Freire nos propõe a nossa inserção como um estado maior, como um estado desalienante e ao mesmo tempo desvelador, em que podemos aprender ao aprendermos sobre nós mesmos.</span></p>
<p class="Textopr-formatado" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:ae_Tholoth;color:#333333;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:ae_Tholoth;color:#333333;"> </span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/acaogrio.wordpress.com/68/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/acaogrio.wordpress.com/68/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/acaogrio.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/acaogrio.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/acaogrio.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/acaogrio.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/acaogrio.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/acaogrio.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/acaogrio.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/acaogrio.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/acaogrio.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/acaogrio.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/acaogrio.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/acaogrio.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/acaogrio.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/acaogrio.wordpress.com/68/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=68&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Trilha &#8211; Ponto de Cultura Popular e Folclore de Viçosa – Humanizarte</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 01:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regional Nascente das Veredas]]></category>
		<category><![CDATA[Humanizarte]]></category>
		<category><![CDATA[trilha]]></category>
		<category><![CDATA[Viçosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Ponto de Cultura Popular e Folclore de Viçosa – Humanizarte Ação Griô Nacional A cada ponto um Ponto Para podermos falar sobre a ação do Ponto de Cultura Popular e Folclore de Viçosa primeiramente devemos fazer um breve relato do Centro Experimental de Artes da Prefeitura de Viçosa e da Humanizarte ONG. No tempo em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=67&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;line-height:150%;" align="center"><strong><span style="font-size:16pt;line-height:150%;">Ponto de Cultura Popular e Folclore de Viçosa – Humanizarte</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;line-height:150%;" align="center"><strong><span style="font-size:16pt;line-height:150%;">Ação Griô Nacional</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><strong><span>A cada ponto um Ponto</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36pt;line-height:150%;"><span>Para podermos falar sobre a ação do Ponto de Cultura Popular e Folclore de Viçosa primeiramente devemos fazer um breve relato do Centro Experimental de Artes da Prefeitura de Viçosa e da Humanizarte ONG. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36pt;line-height:150%;"><span>No tempo em que foi Secretário Municipal de Cultura de Viçosa, o professor, diretor de teatro e produtor cultural, Marcelo Andrade, plantou a semente que germinaria o Ponto de Cultura Popular e Folclore de Viçosa. Isso foi quando ele criou o Centro Experimental de Artes da Prefeitura de Viçosa, no ano de 1993, para integrar, através da cultura, as crianças de escolas públicas e assim resgatar a cultura da cidade através de oficinas de teatro, artes plásticas, música, dança, capoeira, contação de estória, desenho artístico, banda de música e viola.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36pt;line-height:150%;"><span>O modelo pioneiro e de sucesso da iniciativa ocasionou no ano de 2001 o acolhimento do Centro Experimental de Artes pela empresa de telefonia móvel TIM Maxitel. Essa parceria possibilitou a replicabilidade da ação para mais de <span style="color:red;">11 </span>municípios do estado de Minas Gerais( Araxá, Barbacena,Divinópolis,Lavras, Montes Claros, Ponte Nova, Poços de Caldas, Uberlândia, Uberaba, Ubá e Varginha). Criada em 2002, a Humanizarte ONG atua de forma relevante nos meios acadêmico, artístico e cultural não só na cidade de Viçosa, mas também no estado de Minas Gerais e em outros estados do país. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36pt;line-height:150%;"><span>Atualmente a ONG coordena os <em>Programas TIM ArtEducAção</em> e <em>TIM Estado de Minas Grandes Escritores</em> e o <em>Projeto </em></span><em><span style="line-height:150%;">Reciclarte</span></em><span>. O <em>ArtEducAção</em> atende cerca de 10.000 crianças e adolescentes de escolas públicas, em 12 cidades do interior de MG (Araxá, Barbacena, Divinópolis, Lavras, Montes Claros, Poços de Caldas, Ponte Nova, Ubá, Uberaba, Uberlândia, Varginha e Viçosa), 12 cidades da Bahia e 02 de Sergipe, promovendo a inclusão sócio-cultural através de </span><span style="line-height:150%;">oficinas de arte e</span><span> causando impacto nas políticas públicas municipais e estaduais. A caravana literária do <em>Grandes Escritores</em> estimula o amor pela leitura e o conhecimento da vida e da obra de grandes nomes da literatura brasileira promovendo um bate-papo descontraído e informal entre o escritor e seu leitor. Além de promover a doação de livros de literatura para rede de bibliotecas p</span><span style="line-height:150%;">ú</span><span>blicas e estaduais das cidades que fazem parte do programa. No âmbito da consciência ambiental a ONG coordena o <em>Reciclarte</em>, que leva treinamento a comunidades de baixa renda, e produz objetos e produtos de material reciclado (papel e garrafas pet).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><strong><span>Revolução educacional</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>No que diz respeito ao Ponto de Cultura Popular de Viçosa, as atividades são embasadas no resgate das tradições culturais e folclóricas de Viçosa. A ação ocorre através de pesquisas registradas em vídeo e áudio para serem veiculadas na Internet por softwares livres e também nas escolas e praças públicas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>Um ponto positivo para o desenvolvimento da iniciativa em Viçosa está na atual administração municipal. O prefeito Raimundo Nonato da “Violeira” é um profundo incentivador da causa, apresentando o encantamento de contador de causos e de andarilho, ações essas que se encaixam perfeitamente nas de um Mestre Griô. Foi ele quem pediu pessoalmente a Marcelo Andrade que investisse todo seu empenho para que a cidade resgatasse a sua cultura. Foi nesse cenário que Marcelo se esforçou e conquistou o Ponto de Cultura Popular e Folclore de Viçosa. Essa aquisição foi ao mesmo tempo uma vitória para a memória da cultura local, como um êxito brilhante da administração do prefeito Raimundo da “Violeira” no campo da cultura e educação. O Ponto de Viçosa apresenta como gestora a Secretária de Cultura, Esporte, Lazer e Patrimônio de Viçosa e coordenadora executiva do Programa TIM ArtEducAção nos 12 municípios de Minas Gerais, Virgínia Lúcia Bittencourt Moura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:153pt;text-align:justify;line-height:150%;"><em><span>“O projeto da Ação Griô em nossa escola é importante porque me faz sentir que quando crescer posso ser melhor por ter observado as visitas deles aqui na escola. Aprendo muito sobre histórias, canções, e como usar o instrumento, principalmente a viola. Essas visitas poderiam acontecer mais vezes porque incentiva o aluno a vir na escola”.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:153pt;text-align:right;" align="right"><span style="font-size:10pt;">Cleisson Júnior Donato Santos – 4ª série – 9 anos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>Os convênios com a Prefeitura de Viçosa &#8211; especialmente com a Secretaria de Cultura &#8211; e com a Humanizarte ONG, agregam ao Ponto de Cultura de Viçosa uma experiência de mais de quinze anos na administração e execução de ações junto às escolas referentes ao regaste e vivência da cultura popular. Expande as atividades do Centro Experimental de Artes em parceria com o TIM ArtEducAção que nos seus 15 anos atende a mais de 800 alunos das Escolas Municipais nas suas 44 turmas espalhadas em 16 bairros do municipio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>Atualmente como ponto alto das atividades das oficinas é realizado, uma grande mostra artística em plena praça pública para uma platéia de mais de 3000 pessoas. Em 2007 o tema foi “Mudança de Hábitos”. A escolha do tema se deu devido ao grande envolvimento das crianças na busca do resgate das suas raízes contribuindo pela qualidade de vida no planeta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span style="color:red;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>Inserido nesse ambiente, o Ponto de Cultura Popular e Folclore de Viçosa decidiu modificar a sua proposta inicial de implantação, e assim expandir a Ação Griô para 22 escolas municipais viçosense, atendendo assim cerca de 7000 alunos da rede pública de ensino. Neste momento foi realizada uma sólida parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Viçosa, que apoiando e acreditando na iniciativa, através de seu Secretário Antônio Carlos Miranda, disponibilizou a supervisora escolar Elenice Lopes Pereira, em tempo integral, para ser coordenadora pedagógica da Ação Griô. O Ponto de Cultura de Viçosa, devido a esses laços criados com a Prefeitura Municipal, al<span style="color:black;">é</span>m de ter o subsídio do fomento do Minc, começou a receber apoio das Secretarias da Prefeitura por meio de transporte, material para auxílio em pesquisas e outros como papel e lápis utilizados nas visitas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>Nas escolas de Viçosa ocorre um fenômeno de sinergia entre a Ação e a direção das escolas participantes, devido ao desenvolvimento de uma metodologia pedagógica que não existia anteriormente. Outro fator que contribui para o desenvolvimento desse grande projeto nas escolas é a identificação e o convite de novos mestres nas comunidades onde a Ação está inserida (já foram identificados o Sr. Salvador Pena; o prefeito da cidade, Raimundo Nonato da “Violeira”; e Dona Chiquinha, com sua contação de estória e o Teatro do Oprimido) além dos dois mestres bolsistas financiados pelo Minc. </span><span>O resgate de princípios e valores que regem a vida humana tem sido o sustentáculo do planejamento das atividades a serem desenvolvidas em Viçosa. <span>A</span><span> constante e continua busca da identidade dos alunos através do estudo de sua ancestralidade, da sua integração com a natureza, e do reconhecimento dos Mestres da tradição oral são os fatores que norteiam os passos da sistematização da Pedagogia Griô no município. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>Neste primeiro ano, dois eventos foram determinantes para o desenvolvimento e reconhecimento da identidade do Ponto de Viçosa: o Encontro Regional e o Teia. Ambos ajudaram a despertar a sensibilidade nos Griôs Aprendizes que, além de tudo, tem de repassar a serenidade para ouvir e principalmente serem ouvidos, fator esse que é uma das bases da pedagogia. Outro aprendizado foi a prática do caminhar pelas escolas sem muitas formalidades, considerando que cada visita serve para a formação da identidade do personagem do Griô Aprendiz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><strong><span> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><strong><span>Mestres Encantadores</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>Descendente de escravos alforriados, o Mestre Griô Geraldo Félix, nascido em Peçonhas, Minas Gerais, era o caçula dos homens de uma família de 12 filhos. Crescido e educado numa roça no interior do Rio de Janeiro aprendeu a tocar viola com 10 anos de idade, inspirado por José Dias Nunes e pelos criadores e reis do pagode, Tião Carreiro e Pardinho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>Em 1970 mudou para Viçosa e recebeu o convite para cantar e fazer um programa sertanejo na rádio local Montanhesa. Participou de vários festivais na cidade e na região. “Guardo como relíquias mais de 70 troféus conquistados em festivais”, exalta o mestre olhando para suas conquistas, com um olhar de criança.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>No começo da década de 80, Geraldo mudou para São Paulo em busca de maior conhecimento musical estudando música na teoria e na prática. Foi neste momento que ele observou que o seu conhecimento era bastante para o desempenho de uma atividade que servisse de resgate da cultura brasileira do mundo caipira.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>No objetivo de repassar esta cultura, o prefeito Raimundo da “Violeira” criou a<span style="color:red;"> </span>oficina de Viola no Centro Experimental de Artes e do Programa TIM ArtEducAção convidou Geraldo Carreiro para ser o professor. Hoje a iniciativa conta com aproximadamente 120 crianças e com o apoio do <em>Programa TIM ArtEducAção,</em> da Prefeitura Municipal de Viçosa e da Ação Griô Nacional. Com o sucesso da oficina o, Mestre Geraldo Carreiro incentivado pela Prefeitura Municipal de Viçosa criou o Clube Raízes da Viola entidade considerada de utilidade pública municipal e subvencionado pelo município. O mestre procura conciliar o desdobramento da sua ação entre a propagação do seu conhecimento e a agenda de apresentações que realiza em conjunto com os meninos da viola de Viçosa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:153pt;text-align:justify;line-height:150%;"><em><span>“Todo e qualquer resgate cultural é muito importante de ser trabalhado nas escolas. O Projeto Griô, veio resgatar a cultura dos pais, avós e até mesmo bisavós dos alunos, mostrando como era sua cultura em vários aspectos. Os causos contados despertam o interesse nas crianças, através do seu conteúdo e da maneira que eles são contados. Na maioria das vezes, bons projetos chegam, mas não tem continuidade. Espero que este Projeto Griô esteja sempre presente nas escolas como fator de fundamental importância para alunos, professores e toda comunidade escolar.”</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:153pt;text-align:right;" align="right"><span style="font-size:10pt;">Maria de Lourdes Silva Rodrigues Ventura</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:153pt;text-align:right;" align="right"><span style="font-size:10pt;">Profª. 5º ano da Escola Municipal Dr. José Teotônio Pacheco – Posses – Zona Rural</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>Para Dona Chiquinha, tudo teve início em 1993. Com a poupança confiscada e tendo que fechar o seu salão de estética, Chiquinha foi convidada pelo Secretário de Cultura de Viçosa, então Marcelo Andrade, para participar da oficina de Contadores de Histórias da Biblioteca do Rio de Janeiro, que estava sendo realizada na Universidade Federal de Viçosa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>A partir daquele momento houve uma revolução na sua vida. Inicialmente ela começou o ofício de contadora no Lar dos Velhinhos, em praças, na universidade e na rádio e TV locais. Depois de vários anos de contação, foi convidada para ministrar oficinas a crianças de todas as escolas públicas de Viçosa através do Centro Experimental de Artes, com apoio da Prefeitura Municipal de Viçosa e da Ação Griô Nacional. O resultado dessa ação pode ser vista no aumento de concentração dos alunos nas aulas e na propagação da oralidade como forma de saber. Decorrente do seu êxito na contação de história, a nossa Dona Chiquinha foi capacitada para ser multiplicadora do Teatro do Oprimido. Em Viçosa o trabalho foi iniciado na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC). Essa foi a primeira vez no estado que a iniciativa trabalhou com presos. E para surpresa de muito, com sucesso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span>Atualmente Dona Chiquinha divide seu tempo entre, segundo ela mesma, “os seus dois passatempos favoritos”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:153pt;text-align:justify;line-height:150%;"><em><span>Eu acho importante para a gente saber com era a vida das pessoas no passado como era a história que eles ouviam como eram os seus costumes. As histórias que eles contam são histórias verdadeiras e que em muitas dessas, eles foram personagens principais. Tem histórias que são muito engraçadas, também revivem lendas interessantes e mostram o seus costumes. Essas histórias fazem nós alunos ficarmos interessados em aprender mais com eles e também despertar vontade de ler, tocar violão e contar causos.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:153pt;text-align:right;" align="right"><span style="font-size:10pt;">Renato da Silva Bento 5º ano</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/acaogrio.wordpress.com/67/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/acaogrio.wordpress.com/67/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/acaogrio.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/acaogrio.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/acaogrio.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/acaogrio.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/acaogrio.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/acaogrio.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/acaogrio.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/acaogrio.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/acaogrio.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/acaogrio.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/acaogrio.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/acaogrio.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/acaogrio.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/acaogrio.wordpress.com/67/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=67&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Trilha &#8211; Manguerê</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 01:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regional Nascente das Veredas]]></category>
		<category><![CDATA[Manguerê]]></category>
		<category><![CDATA[trilha]]></category>

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		<description><![CDATA[AÇÃO GRIÔ NACIONAL TRILHA PARA SISTEMATIZAÇÃO Primeiro Ano – 2007/2008 2. A criação do lugar do ponto na ação e sua ação político-pedagógica relacionada à tradição oral. O Ponto de Cultura Manguerê/ES é produto do Centro Cultural Caieras, uma OSCIP que atua em um bairro de periferia da cidade de Vitória, tendo com missão oferecer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=65&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="margin-left:0;text-align:center;text-indent:0;line-height:14.4pt;"><span style="font-family:Tahoma;">AÇÃO GRIÔ NACIONAL</span></h2>
<h2 style="margin-left:0;text-align:center;text-indent:0;line-height:14.4pt;"><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;">TRILHA PARA SISTEMATIZAÇÃO</span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><strong><span style="font-family:Tahoma;">Primeiro Ano – 2007/2008</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong>2. A</strong><strong> criação do lugar do ponto na ação e sua ação político-pedagógica relacionada à tradição oral.</strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O Ponto de Cultura Manguerê/ES é produto do Centro Cultural Caieras, uma OSCIP que atua em um bairro de periferia da cidade de Vitória, tendo com missão oferecer alternativas às situações de risco que envolvem os jovens desta comunidade. Para tanto, promove o incremento e difusão da cultura local, com trabalho de sensibilização às artes e formação técnica através dos núcleos de: percussão –com ritmos regionais brasileiros e instrumentos alternativos; núcleo de artes cênicas – teatro e montagem de espetáculos e o núcleo de memória audiovisual , com oficinas de produção de texto, fotografia e vídeo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O Ponto de Cultura Manguerê, embora esteja numa cidade vizinha (Vitória) foi a porta de entrada para a institucionalização da Ação Griô na Escola Serrana no município da Serra. Sua relação com os mestres é de enraizamento, uma vez que um dos coordenadores e idealizadores do ponto, o Sr Fábio Carvalho , buscou sua inspiração na convivência e conversas com mestres do congo serrano, em especial, o Mestre Antonio Rosa que sempre salientava “os velhos estão morrendo e nos novos não querem participar da brincadeira” dizia o mestre. Assim foi estabelecida uma ponte entre a Ação Griô, Manguerê e<span> </span>a Associação de Bandas de Congo da Serra, presidida por Terezinha Pimentel, filha e herdeira cultural do mestre Antonio Rosa. A ABC/Serra já mantinha um vínculo com a escola com o projeto de bandas mirins em escolas, assim, a Ação Griô expandiu este vínculo possibilitando a inserção de contos populares, música e outras manifestações na vida escolar de alunos das séries iniciais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A ABC/Serra é uma instituição forte e presente no cenário cultural capixaba e serrano. Bem estruturada, desempenha um importante papel de revitalização<span> </span>das bandas, proporcionando , autonomia e força como entidade representativa e congregando em irmandades as bandas de congo que hoje tem reconhecimento e respeito em nível nacional. Este fato culminou em mudanças dos papéis estabelecidos junto a Ação Griô, uma vez que a ABC/Serra foi absorvendo o papel do ponto de cultura e tomando para si o papel de coordenadora da ação, na pessoa de Terezinha que, para atender a demanda da ação incluiu como griô aprendiz Suziê, que assumiu junto aos mestres as funções antes executadas por Terezinha. Estas novas costuras são inerentes a todo processo em construção e vem sendo realizadas de forma muito espontânea.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A relação entre a ABC/Serra, escola, grio aprendiz<span> </span>e mestre é de total harmonia e integração, uma vez que suas relações datam de outros tempos e outras atividades são realizadas em parceria. Sua identificação com a proposta da ação é como uma simbiose.<span> </span>Está nas entranhas da entidade o encantamento pela cultura popular, ela<span> </span>é a razão de ser de sua existência. Sua constituição se deu exatamente para não deixar morre a tradição oral. Todas as ações, parcerias e realizações convergem para valorizar a produção popular e os mestres portadores desta produção e vem de encontro ao pensamento instituído de que é necessário buscar meios de levar este conhecimento a instituição escola, para que a cultura consiga institucionalizar seu espaço com laços fortes e significtivos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">1.. A criação do ser do lugar do griô aprendiz e de sua ação político-pedagógico relacionado à tradição oral</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Inicianos nossas atividades com a griô aprendiz Terezinha, filha de mestres, cresceu sob o berço da cultura popular, entre os sons de tambores e o repicar das casacas. De dançarina de banda de congo, caminhou até assumir a presidência da ABC/Serra, instituição fundada pelo velho mestre Antonio Rosa no intuito de congregar todas as bandas de congo do município, fortalecendo-as. Terezinha foi eleita por unanimidade pelos mestres congueiros para dirigir a associação, o que vem fazendo a &#8230;.anos com muito louvor. Foi aluna da Escola Serrana, sendo integrante da 1ª tentativa de levar o congo para dentro da escola em 1980. Esta primeira tentativa durou pouco e, hoje, da convivência na comunidade com professores e alunos da escola nova aproximação foi feita entre o congo e a escola. Cientes da necessidade do resgate da ancestralidade, identidade e od orgulho de ser portador<span> </span>de um conhecimento tão precioso e, atrelado a necessidade de não deixar a cultura popular ser sufocada e perder-se no tempo, em 1994 foi retomado o projeto e instituída a Banda de Congo Mirim, que tinha como mestre o Sr José Carlos Miranda. A proposta da ação griô veio ao encontro da caminhada que fazíamos, e, com a parceria ampliamos a atuação do congo mirim com a participação do mestre Sezóstenes e começamos a desenvolver com turmas de 1ª a 5ª séries oficinas de cantos &amp; contos, onde o mestre Theodorico encanta os alunos com seus causos contados e cantados. Com as atividades na escola, muitos filhos e netos de mestres redescobriram o valor de sua arte no espaço escolar, passando eles mesmos a se valorizarem mais, bem como à sua família.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Na continuidade da caminhada, para superação dos contratempos , tivemos que buscar mais um colaborador para a ação. Assim, a griô aprendiz Suziê passou a compor o grupo, o que veio agregar grande valor a ação, uma vez que sua intermediação<span> </span>junto as atividades desenvolvidas pelo<span> </span>mestre Theodorico potencializou o diálogo junto ao currículo escolar e deu novo gás aos professores e ao próprio mestre.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">As atividades estão inseridas no cotidiano escolar e como estudar a história local, as histórias de vida da comunidade e toda sua cultura já era um elemento constitutivo do currículo escolar, fazer isso através de instrumentos vivos , portadores da cultura deu mais vida e significado ao cotidiano das aulas. Ganhou a escola, em sua dinâmica de trabalho, ganharam os alunos na vivências experimentadas e ganharam os mestres e griôs que redescobriram seu valor na comunidade, sendo resgatado para alguns um espaço<span> </span>que já não existia mais e com isso o respeito por si e por seu conhecimento.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">As atividades desenvolvidas culminaram em ações de grande valor, como as apresentações feitas<span> </span>pelas crianças por todo o município, levando o nome do congo e da escola, também destacamos a participação do grupo no Encontro de Bandas de Congo da cidade, um cortejo que desfilou pelas ruas seguido de uma multidão. Eles também participaram da gravação de uma faixa no CD mirim Canto da Alma Vol II, com as demais bandas mirins do município.<span> </span>No encerramento do ano<span> </span>letivo foi realizado um teatro sobre as histórias ouvidas e cantadas que contou com a participação de toda comunidade escolar. Estas ações marcaram a história de vida dessas crianças, que hoje, com certeza reservam um espaço em cada coraçãozinho para a cultura popular.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">2. O sentimento de um dever cumprido e de realização se exala no ar, dada a simbiose existente entre os envolvidos no processo e a cultura popular, percebemos que ela se apresenta como uma forma de humanização das pessoas nesse mundo apressado e individualista onde nós coexistimos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">3. A</span></strong><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> criação da rede de transmissão oral na política de educação e da cultura local, regional e nacional</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span> </span>A escola pública hoje tem problemas em relação a ela mesma e sua razão de ser. Assim, as dificuldades vivenciadas não dizem respeito a ação si,<span> </span>pois qualquer que fosse a proposta a ser desenvolvida na escola esbarraria nas dificuldades intra-escola que já existem.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A ação na escola teve início com as atividades da banda de Congo Mirim, os alunos participavam de oficinas ouvindo histórias sobre a fundação da cidade, a vida dos escravos e os costumes e hábitos dessa gente. Paralelamente aprenderam sobre os instrumentos, sua história, confecção e sonoridade aprendendo a tocá-los. Mais tarde foi inserida junto às aula as atividades de cantorias e contação de histórias. No início a inserção de um elemento novo foi um pouco difícil, tendo em vista que nossa escola era muito grande e com muitos professores &#8211; com diferentes pensamentos e interesses. Com o desenrolar da ação, a identificação das crianças foi visível, elas esperavam ansiosamente as visitas recebidas. A partir daí os professores foram sendo conquistados aos poucos, aqueles que ainda resistiam – os mais difíceis foram os professores que queriam usar este momento para ‘descansar’ de seus alunos, ausentando-se da sala de aula. Outra situação vivenciada foi em relação à diversidade religiosa que compõem a escola. Acreditamos ter havido muitos conflitos nas famílias em relação a este aspecto, pois temos crianças de dissidências religiosas muito fechadas, mas as crianças resistiram a todos apelos nas famílias e continuam as atividades no congo, os próprios pais acompanham os filhos nas apresentações. Nas atividades de contação de histórias, alguns pais questionaram sobre as histórias de assombração e outras, mas nestes casos trabalhamos com eles a fantasia e a mitologia, após muitas conversas&#8230; mais conversas, finalmente chegamos a um consenso. Todas essas situações foram superadas.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">4. O encantamento da identidade, ancestralidade e alteridade dos estudantes e de todos os participantes da Ação</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>História de vida do<span> </span>mestre</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;">Theodorico Boa Mort,<span> </span>Poeta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;">Nascido no município de Aracruz </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;">em<span> </span>28/06/1950 &#8230; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Sangue de índio</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Filho de pais operários,</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Que plantavam a terra, e</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Tiravam dela o alimento&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Adquiriu do pai todo amor</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Vivência de luz</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">De amor e inteligência que com a</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Energia da natureza tinha a</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Sabedoria de criar<span> </span>e encantar com seus aprendizados!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">No sangue do poeta</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">corre a alma do guardião da cultura</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span> </span>História de vida de estudante</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Jéssica é uma aluna negra, de lindo olhos negros e atentos e muito alta para sua idade. Ela é neta de congueiros<span> </span>e tem verdadeira paixão pelo congo. Passou a fazer parte do congo mirim logo que este iniciou na escola, em 2004, na época Jéssica tinha 9 anos e estava na 4ª série, caminhando para reprovação. Sempre foi visita constante na coordenação de turno por questões disciplinares, vez ou outra agredia colegas verbalmente e fisicamente ou afrontava os professores com palavras ásperas e malcriadas.<span> </span>Quando estava com a pedagoga ou uma das coordenadoras, se percebia nela uma doçura latente que ela tentava arduamente esconder. Quando começávamos os ensaios do congo ela ficava de longe olhando e balançando as perninhas, sempre era convidada a entrar na roda, mas resistia.<span> </span>As meninas que já estavam dançando eram bem menores que ela e foi usando este artifício que a pedagoga e o mestre a convenceram a participar, foi confeccionado um lindo estandarte e dito a ela que era preciso uma moça esperta e alta para conseguir segurar e manejar<span> </span>o estandarte. Este foi a primeira de muitas apresentações. Ao iniciar as danças no congo, muitos meninos ainda implicavam com ela,pois sabiam seus pontos fracos. Ela tinha vergonha de ser negra, alta demais para sua idade, e ser dançarina, embora adorasse a idéia e se ressentia por gostar do congo. Nas aulas teóricas dadas pelo mestre, descobriu a importância das rainhas, princesas e porta-estandarte do congo, redescobrindo suas funções e se redescobrindo no uso das vestimentas para as apresentações , a linda menina que era. A participação em diversas apresentações do congo mirim onde os alunos eram aplaudidos de pé e sempre olhados com admiração e elogiados pessoalmente pelas pessoas, Jéssica foi gradativamente descobrindo seu valor, se olhando , se gostando&#8230; Começou até a ‘tirar onda’ na escola com as demais crianças. Em seu primeiro ano no congo, ainda ficou reprovada, porém nos anos seguintes, suas visitas à coordenação praticamente não existem mais, embora não leve desaforo para casa, não é mais aquela menina agressiva que todos evitavam, está bem sociável e principalmente encantada consigo mesma e orgulhosa de ser congueira.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Ação Griô, quando a arte canta e encanta</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Quando a arte canta a história vão buscando as novidades</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Quando através de um tema,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">De um canto, de um poema,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">A arte<span> </span>interpreta a vida,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Em uma sociedade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">É quando retrata os momentos,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Buscando a educação,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Não se resumindo em fatos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Trazendo conhecimento,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Diversificando fontes</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">De um teor acumulado</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">No meio das gerações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Ação griô um alerta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Da cultura popular,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Troca de conhecimento,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Veio para transformar&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">As ações e gestos humanos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">De um sonho que vive.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Tenta colocar em prática,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Um princípio acumulado</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Que ainda não morreu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Germina cultura viva,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Ascendendo este país.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Mostrando que mantém vivo </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Aquilo que foi raiz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Theodorico</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;"><span> </span><span style="color:red;">A</span> todos mandaram avisar que</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;"><span> </span>a<span> </span>a<span style="color:lime;">Ç</span>ão iria começar</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;"><span> </span><span style="color:fuchsia;">Ã</span>H!!! Quanta expectativa!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;"><span> </span><span style="color:#3366ff;">O</span><span style="color:black;">s alunos se puseram a esperar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:olive;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:olive;"><span> </span>G</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">uardiãe da cultura</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:#ff6600;"><span> </span></span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">ent</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:#ff6600;">R</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">e</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:#ff6600;"> </span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">nós começaram a circular</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"><span> </span>seu val</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:#99cc00;">I</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">oso conhecimento</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"><span> </span>con</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:#00ccff;">O</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">sco, se colocaram a partilhar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:#3366ff;"><span> </span>N</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">o repique das casacas e tambores </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:blue;"><span> </span></span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">n</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:#ff6600;">A</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"> estórias cantadas de coração,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"><span> </span></span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:yellow;">E</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">stavam presentes<span> </span>histórias de vida</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"><span> </span></span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:blue;">S</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">ingelas, de toda uma geração.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"><span> </span>a mar</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:lime;">C</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">a de cada vivência </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"><span> </span>ficou n</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:red;">O</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"> coração,<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"><span> </span>ação griô na esco</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:green;">L</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">a,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;"><span> </span>noss</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:purple;">A</span><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;color:black;">s raízes vividas com emoção!</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/acaogrio.wordpress.com/65/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/acaogrio.wordpress.com/65/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/acaogrio.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/acaogrio.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/acaogrio.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/acaogrio.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/acaogrio.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/acaogrio.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/acaogrio.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/acaogrio.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/acaogrio.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/acaogrio.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/acaogrio.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/acaogrio.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/acaogrio.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/acaogrio.wordpress.com/65/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=65&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Thilha &#8211; Congonhas- Casa da Juventude</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 00:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regional Nascente das Veredas]]></category>
		<category><![CDATA[Add new tag]]></category>
		<category><![CDATA[Casa da Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Congonhas]]></category>
		<category><![CDATA[trilha]]></category>

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		<description><![CDATA[AÇÃO GRIÔ NACIONAL TRILHA PARA SISTEMATIZAÇÃO Primeiro Ano – 2007/2008 1. A criação do ser e do lugar do griô aprendiz e de sua ação político-pedagógica relacionada à tradição oral -O Griô aprendiz possui todas as características de um mestre e sua relação com os Griôs é excelente. Ele possui um forte vínculo com a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=63&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;">AÇÃO GRIÔ NACIONAL</span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;">TRILHA PARA SISTEMATIZAÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><strong><span style="font-family:Tahoma;">Primeiro Ano – 2007/2008</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;">1. A</span><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;"> criação do ser e do lugar do griô aprendiz e de sua ação político-pedagógica relacionada à tradição oral</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;">-O Griô aprendiz possui todas as características de um mestre e sua relação com os Griôs é excelente. Ele possui um forte vínculo com a sua ancestralidade e expressa muito bem através de sua participação nas atividades da cultura do congado participando ativamente de uma grupo como congadeiro, realizando oficinas de tambores e <span> </span>contribuindo com a realização de festival de Congado e Folia. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;">2. </span><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;">A</span><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;"> criação do lugar do ponto na ação e sua ação políticopedagógica relacionada à tradição oral</span><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;"> </span></p>
<p><span style="font-size:12pt;">Do alto da ladeira, dentro do grande monumento cultural <span> </span>Romaria <span> </span>localiza a sede de nosso Ponto de Cultura Casa da Juventude.<span> </span>Lugar que em todo<span> </span>momento vivência<span> </span>cultura nos:<span> </span>Festival de Cultura, Festival da Quitanda, Festival do Congado, &#8230; Tudo, tudo conspirou para que o ponto obtivesse mais um grande projeto que foi o Ação Griô. </span><span style="font-size:12pt;font-family:Tahoma;font-weight:normal;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">3. A</span></strong><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> criação da rede de transmissão oral na política de educação e da cultura local, regional e nacional</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Ei, lá vai dona Fiinha, contadora de prosa e versos, faceira e leve com sua roupagem de moiça<span> </span>meio que desconfiada e arteira vestida de branco chega às crianças com jeitinho manso e atrevido dizendo “que oseis não pode fazer coisa errada, tem que obedecer sua professora e não pode de maneira nenhuma<span> </span>falar nome feio¨. A meninada acha tudo muito engraçado e fica todo mundo calado. Então dona Fiinha começa a contar como era a vida naquela comunidade e como ela mesma viveu sua vida de criança e diz ¨nossas brincadeiras erma muito inocentes, brincávamos de pique, de boneca de milho, brincávamos<span> </span>em roda e ai cantávamos e dançávamos, <span> </span>batendo o pé na poeira e fazendo rodopio com o corpo moleque mas dono de uma infância sofrida pois não tinha quase nada mas tinha a alegria dos mais velhos que contavam histórias de assombração e de nossos guerreiros negros¨&#8230; e assim dona Fiinha viaja nos olhinhos das crianças criando um mundo de figuras e canções e a criançada sorrir imaginando que em sua própria comunidade tem alegria, tem festa, tem raiz e tem gente<span> </span>boa, gente nossa, gente que gosta de nós&#8230;<span> </span>A professora brinca ¨dona finnha, como foi seu casamento ? como foi o namoro e a escola?”<span> </span>Dona Fiinnha retruca ¨ih nem te conto a gente não tinha escola, aprendia em casa com as histórias de nossos antepassados, num sabíamos ler nem escrever mas aprendíamos a contar casos como ninguém&#8230; Dona Fiinha lembra sua avó e para&#8230;<span> </span>convida a todos para rezar, começa rezando uma ave maria dai a pouco vem a cantoria triste que dá dó mas ela bate palma e dai mais um pouco,<span> </span>dá um pulinho e passa para outra musica e ai é uma alegria só, pois neste instante começa a contar como foi que aconteceu seu casamento a criançada da risadas .. e assim dona Fiinha<span> </span>consegue encantar toda a meninada que silencia para lhe escutar ao mesmo tempo saltam risinhos de devaneios deixando bem firme que aquele saber pertence a ela e a comunidade e os educadores tem a nítida certeza de que muita história ainda vai rolar e que dona Fiinha tem cadeira cativa<span> </span>no seio da escola&#8230; <span> </span>Dona fininha pede pra sentar a professora se dirige a ela e pergunta se ela deseja voltar a escola para contar mais caso. Ela responde rápido “claro quando oseis quiserem. Esses meninos são meus netinhos e precisam saber como era esse povo todo daqui<span> </span>e as histórias que eles contavam. A seguir dona fininha pede para ir embora e sai cantando e dizendo em bom tom “meninos não façam bagunça&#8230;”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Eu já vou imbora, já vou sim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Levo no coração</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">O sorriso de oseis</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">E o carinho da escola</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Volto qualdo quiser</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Pois quero contar</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Minha história e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">A história de vocês&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Batendo palmas a porta se fecha</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">4. O encantamento da identidade, ancestralidade e alteridade dos estudantes e de todos os participantes da Ação</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Os professores contam alegres e entusiasmados com os olhinhos encantados:</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Ô meu pai, meu pai, QUE COISA, HIII PARECE QUE TÔ VIVENDO DE NOVO. Já vivi isto e já vi isto na minha rua e na minha casa. Meus avos sentados em bancos com uma chapa de brasa no meio do chão e só contavam histórias de assombração, dava arrepios mas a gente não arredava o pé. A cantoria, o chiado da boca. A virada do corpo e o clamor da alegria que soltava do corpo e do coração. E não são diferentes dos alunos que de boquiaberta encantam com as histórias e pedem mais e mais.<span> </span>Fazem perguntas e sugerem outras histórias quando lembram nomes de avós, vizinhos&#8230;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Dona Fininha, negra, miudinha, mas forte e fortalecida em seus 83 anos,<span> </span>vive em Congonhas com suas 8 filhas e filhos, 25 netos e 14 bisnetos. Sempre foi uma cozinheira de mão cheia, que adora brincar com as panelas, conversando e contando causos dos mais variados, fazendo toda a cozinha tremer de tanto rir. Sempre viveu na comunidade do Campinho, um bairro com descendentes afros carregados de uma cultura de santos, orações, rezas no terreiro, danças em grande festas no caminho de chão batido, que levantava poeira ao som dos tambores e Dona Fiinha não se cansa de falar, “ gosto daqui, sou muito feliz aqui , toda minha alegria e tristeza passei aqui e aqui, quero morrer.”&#8230;<span> </span></span></strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">5. Outros registros </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"></span></strong><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;color:#333333;">Turma da EJA, Centro Psiquiátrico, o encantamento de Dona Fininha e Senhor Sebastião que no barulho das palmas, nas flores dos arranjos campestres, no café com broa, despertam o lugar para uma alegria firme e diferente. São os mestre que chegam fazendo festas, lançando no ambiente uma emoção que leva todos os alunos <span> </span>presentes a fazer uma volta no passado e reviver emoções do tempo de crianças, do tempo dos avós. O tambor toca, dona Fiinha puxa uma música e todos cantam e dançam. Assim que terminam pede outra e a seguir sugerem um caso e mais outro e mais outro&#8230;<span> </span>assim roda se anima, o tempo passa e o momento torne-se ímpar para todos. É só olhar e vê todos os olhinhos cheios de brilho de uma gota que teima em cair de emoção.<span> </span></span><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/acaogrio.wordpress.com/63/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/acaogrio.wordpress.com/63/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/acaogrio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/acaogrio.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/acaogrio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/acaogrio.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/acaogrio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/acaogrio.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/acaogrio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/acaogrio.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/acaogrio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/acaogrio.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/acaogrio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/acaogrio.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/acaogrio.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/acaogrio.wordpress.com/63/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=63&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ritual de Apresentação Bola de Meia, Jaqueline e Celo</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 22:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regional da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[bola de meia]]></category>
		<category><![CDATA[são josé dos campos]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quem me ensinou a nadar foi os peixinhos do mar&#8230; foi foi foi marinheiro foi os peixinhos do mar&#8230;” Jaqueline Baumgratz e Celso Pan Não perder a memória não parecer prepotente porque é fruto de uma caminhada de 18 anos. Os mestres já faziam essa atividade antes de uma ação governamental. E é com esses [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=62&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">“Quem me ensinou a</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">nadar foi os peixinhos</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">do mar&#8230;</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">foi foi foi marinheiro</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">foi os peixinhos do mar&#8230;”</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Jaqueline Baumgratz e Celso Pan</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Não perder a memória</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">não parecer prepotente porque é fruto de uma caminhada de 18 anos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os mestres já faziam essa atividade antes de uma ação governamental. E é com esses mestres que já faziam que a gente aprendeu a chegar na escola&#8230; </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Tem um modelo legal, a Folia de Reis que é cantada no portão, e a dona da casa vem abrir a porta, então, tem música pra abrir a porta&#8230;. a dona que vem receber nossa bandeira, é a diretora da escola.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Olha a metáfora: se a diretora não recebe bem a bandeira o projeto não vai acontecer! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A criação da trilha do Mestre surgiu porque o mestre já vai a muitos anos para escola e, geralmente ele transita em várias escolas de bairros diferentes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Estamos num momento em que o mestre solicita cada vez mais que a gente vá até ele. Por causa da idade, da energia, porque se sente mais a vontade no seu lugar, no seu habitat. Um exemplo é o mestre Zé Mira, que se sente muito melhor na sua rocinha. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">E é muito interessante quando o professor sai da área urbana, rompe os limites da escola e entra na área rural, com o cheiro da terra, do café tropeiro&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">É importante dizer que algumas descobertas sobre a própria ancestralidade nem sempre necessitam exteriorização, principalmente quanto a mudança de nome, ou um tipo mais audacioso de vestimenta, muitas dessas transformações ocorrem principalmente de forma subjetiva, emocional. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Porém como nós atuamos na área artística pouco acrescentamos nas vestimentas porque já existe toda uma preocupação estética e lúdica construída ao longo de uma trajetória do próprio Ponto de Cultura.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“&#8230;os mestres sem mestrados, aqueles das folias de reis, das congadas e moçambiques geralmente reconhecem que há sempre algo a conhecer. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Sabem muito bem qual é o verdadeiro sentido da educação, que passa pelo respeito ao tempo do outro, pela beleza de suas bandeiras, pela força de suas crenças e pela delicadeza de seus sentimentos&#8230;”<span> </span>Jacqueline Baumgratz</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Alguns mestres tem o entendimento que “é o aprendiz que escolhe seu mestre e não o mestre que escolhe o seu aprendiz” </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Alguns consideram extremamente prepotente bater na porta de alguém, ou da escola e dizer: olha&#8230; eu tenho uma coisa pra lhe ensinar que vai mudar sua vida&#8230; não é assim que funciona.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ao contrário do que acontece quando a escola vai visitar o mestre &#8230; ele acolhe de braços abertos e oferece tudo o que ele tem de melhor: seu saber&#8230; e daí sim, se estabelece uma relação de confiança e amorosidade&#8230; quando o mestre é demandado de uma necessidade. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Mas com o griô aprendiz é diferente, ele sim tem a tarefa de transmissão na escola do que aprendeu com o mestre, porque ele já transita na escola, é um artista, a escola não sente que vem um intruso ensinar a escola, sente que vem um artista brincar, trocar, alegrar, celebrar naquele espaço e ali há uma troca poética de afetividade e ludicidade impressionante.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">O griô aprendiz vem lembrar a escola que ela é feita de gente e não só de palavras e números&#8230;ele vem lembrar que cada um ali tem uma memória ancestral que o constitui como singular e sujeito para daí então estabelecer ou re-estabelecer rituais e cele brações naquele espaço de construção do saber. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">O griô aprendiz geralmente passa por um processo de construção da sua imagem, nome&#8230;como fazem os artistas&#8230;e esse processo leva um tempo ou melhor&#8230;é contínuo</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Alguns são artistas e portanto já passaram por isso, já tem um cuidado estético, lúdico, poético e então para esses poderá se dar transformações muito mais de ordem subjetiva, espiritual, emocional. Vem daí muitas vezes a necessidade de talvez um adereço, um instrumento &#8230;a mim me parece, que é a atuação desse griô aprendiz como um corpo estranho e poético que mudará tudo&#8230;ele não será igual mesmo que estiver de calça jeans e camiseta&#8230;mas não custa se enfeitar&#8230;.! crianças gostam de boniteza como diz uma de minhas Mestras, a Fátima Freire.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">É muito importante a chegada do griô aprendiz na escola, o jeito que ele chega já encantando&#8230;é uma surpresa, causa curiosidade por parte dos alunos e professores que se perguntam: quem é essa, quem é esse&#8230;que chega cantando, trocando, que rompe o silêncio ou o ruído do cotidiano escolar&#8230;se há uma aceitação da professora o griô entra, se ela está aplicando uma prova então o griô pode ir visitar outra sala e voltar depois&#8230;o importante é não causar a impressão de que o griô aprendiz está fazendo é mais importante do que o professor está fazendo para não criar confrontos que na verdade precisam se transformar em unidade! O professor tem que ver no griô aprendiz um companheiro &#8230; alguém que veio para somar, co-laborar, trabalhar juntos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">É importante esclarecer que o griô aprendiz não vem “ensinar” o professor a trabalhar&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Isso de maneira nenhuma!&#8230;e muito menos o mestre assume essa postura&#8230; esses griôs chegaram para compartilhar um jeito brasileiro de melhor  Com-viver em comunidade! Comum unidade! Celso Pan </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Oh Senhora do Rosário</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">a sua casa cheira &#8230;cheira cravo, cheira rosa, cheira flor de laranjeira&#8230;!”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Era uma vez&#8230;os índios, donos da terra nomearam um Vale de “Para&#8217;iwa” (Paraíba) palavra de origem Tupi que significa rio de águas turvas (porque a terra é escura), de difícil navegação, mais muito fértil na pesca e na qualidade da água. Esse nome foi dado por causa de um rio considerado federal, tamanha é sua abrangência no fornecimento de água. Sua bacia hidrográfica abrange três estados: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">O Ponto de Cultura Bola de Meia foi fundado em 1989 na cidade de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo no Vale do Paraíba Paulista. Este Vale está localizado entre as serras do mar e da mantiqueira e desde essa época tem por missão a pesquisa e transmissão da Cultura Popular e a tradição oral Brasileira.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">O ponto conhece e reconhece a missão da Ação principalmente porque se afina com a missão do próprio Ponto de Cultura que atua na pesquisa e transmissão da tradição oral e da Cultura Popular brasileira, a valorização do lugar do mestre na transmissão dos saberes e o reconhecimento de suas ações no município e região e também dentro do espaço escolar. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Através de vivências, assembléias, relatos, conversas informais, formais e virtuais, posso dizer que todos do Ponto, inclusive as crianças e os jovens possuem compreenção das práticas da ação griô no município, região e estado (através do Fórum estadual dos Pontos de Cultura) todos por aqui são divulgadores e defensores da Ação. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">É importante dizer que nesse Ponto já existia uma prática de mestres irem para escolas aqui na região é o caso da Dona Lili que faz isso desde muitos anos, o Mestre Paizinho que já tem um Projeto com mais de 30 escolas em Taubaté, o próprio mestre Zé Mira, que inclusive tem trabalhado bastante com formação de<span> </span>professores sobre a história do homem caipira e do tropeirismo no estado de São Paulo. Porém o que a Ação Griô contribui é mesmo para a resignificação da história de vida de cada um em particular, isso eu pude perceber que houve fortalecimento principalmente em cada professor e estudante envolvido. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">O Ponto vem registrando em livros, publicações, teses, pesquisas desde 1990, tal o número de publicações já realizadas com diversos parceiros privados.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Sim, principalmente a Educação para as relações étnico raciais positivas e a diversidade religiosa brasileira</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Sabemos da importância da emancipação, da busca pela autonomia e então o<span> </span>Ponto de Cultura vem buscando através de outros projetos mais específicos fontes de fortalecimento para projetos de Valorização e Preservação da Cultura Popular e tradição oral, como foi o caso do P.A.C. estadual<span> </span>(Programa de Ações Culturais) para a visitação de nossa Folia de Reis em dezembro de 2007 e janeiro de 2008 no valor de R$10.000,00 que com certeza fortaleceu e ampliou a Ação na região. Utilizamos esse recurso para custear despesas com transportes, manutenção ou troca de vestimenta, estandartes, bandeiras, lapinhas, adereços etc. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Com relação a potencializar a convivência étnico-cultural na comunidade, buscamos fomentar relações de consciência histórica para eliminação de possíveis preconceitos, buscamos promover relações harmoniosas, tolerantes e pacíficas através de sessões de cinema, em palestras, oficinas de formação de educadores, contações de história, música, poesia, em relatos, sempre que possível tenta ocupar brechas para esse assunto também, porém é importante ressaltar o lugar onde está situado o Vale do Paraíba a rota dos romeiros em direção a Basílica de Aparecida do Norte, é muito forte o catolicismo, porém devido ao forte apelo de imigrantes na região encontramos representações religiosas na Umbanda, no Budismo, no Judaísmo, no Taoísmo, nos templos evangélicos etc.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Temos muitas críticas construtivas ao edital como está disposto no momento. Alguns de nossos mestres não puderam ser contemplados devido ao limite de idade, exemplo mestres mais jovens, principalmente aqueles que herdam de geração a geração, os que se legitimam na ancestralidade histórica de pai para filho como é o caso do Mestre Paizinho, filho do Mestre Paizão que é de família de quilombos tem apenas 49 anos, mas a sua Companhia data de fundação em 1947. Outra questão é o número limitado de mestres e de griôs aprendizes, para essa região que é reduto de muitos mestres de tradição oral não somente em São José dos Campos mas principalmente em cidades como São Luiz do Paraitinga, Taubaté, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Jacareí etc </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ás vezes,temos a impressão que qualificaria muito se houvesse um griô aprendiz para cada mestre. Pois o aprofundamento seria muito maior, os registros, a atenção, o acompanhamento e o próprio vínculo do aprendiz com seu mestre. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Outra questão levantada pelos griôs aprendizes e até por alguns mestres no decorrer do processo é: porque os mestres precisam obrigatoriamente ter um compromisso com a escola? Porque precisam ir até lá? Não que eles não gostem ou não consideram importante, mas é porque para eles muitas vezes parece um pouco forçado já que estão acostumados com a espontaneidade dos acontecimentos, como acontece nas próprias celebrações espontâneas e comunitárias já conquistadas por eles. Muitas reflexões já surgiram em  nosso Ponto de Cultura inclusive se os mestres deveriam mesmo tentar forçar um diálogo com quem muitas vezes não se mostra interessado, sentimos que chega a ser muito desgastante para o mestre com mais de 80 anos percorrer esse caminho em direção a<span> </span>transformação da própria estrutura escolar, que muitas vezes é rígida. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Muitos mestres em diversas conversas não consideram isso o foco mais importante, eles consideram muitas vezes o fazer na comunidade mais relevante do que “brincar de professor” para quem muitas vezes nem está interessado na brincadeira. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Não é o caso do Griô aprendiz, que tem esse compromisso da transmissão oral e do conhecimento que foi repassado pelo mestre, pelo seu perfil articulador e artístico que sabe muito bem fazer a ponte de diálogo entre a academia e a tradição oral. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Alguns mestres percebem que existem escolas que só os chamam em momentos de eventos e pronto, não estão interessados em aprofundamentos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Talvez se o edital para os Pontos ou para outras associações ou grupos organizados, contemplassem as comunidades que se comprometem com um programa educativo e de caráter formativo na Ação Griô fosse mais interessante e abrangente, principalmente para as comunidades ribeirinhas, quilombolas, reservas indígenas, terreiros porque conversando com muitos educadores chegamos a conclusão que somente o projeto pedagógico não garante esse compromisso, historicamente dentro da educação, não garante. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ainda com relação ao edital Ação Griô não percebemos ali a figura do griô aprendiz regional, parece que não tinha esse articulador tão importante para a Ação e consequentemente uma bolsa diferenciada para ele que irá assumir um compromisso com mais de um ponto em sua região. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Não parece que seja interessante acumular funções de griô do Ponto com o griô regional, existe aqui um entendimento que isso dificulta muito a efetivação e qualificação da Ação no próprio Ponto. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Outra idéia surgida aqui no Ponto e na escola, foi a de uma equipe de assessoras pedagógicas que circulassem pelos pontos da Ação nos diversos estados, com seus saberes específicos, para além das fronteiras regionais, isso ajudaria a fortalecer uma identidade forte, “a cara do Brasil”. Por exemplo: Em minha região não tenho muitas fontes sobre algumas religiões e gostaria de ter, um exemplo é o Candomblé numa visão educativa de uma escola realmente laica ou que contemple todas as tendências espirituais daquele espaço educativo&#8230;como se fosse um templo de ancestralidade, todas as crenças ali dispostas e respeitadas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Uma idéia interessante foi fazer um encontro de aprimoramento da prática de griô aprendiz com alguns mestres e a condução e orientação do velho griô, para trocar práticas de atividades em roda, fortalecer os papéis e o lugar de encantamento desse griô aprendiz. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ainda no edital chegamos a refletir com as pessoas do Ponto de Cultura que não deveria existir uma carga horária obrigatória para os mestres pois para alguns é muito puxada e para outros é insuficiente pois extrapolam em muito essa atuação. Quem sabe se fosse uma espécie de bolsa-prêmio que se apoiaria muito mais no compromisso, envolvimento e conquista da sua importante atuação comunitária.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Eu sou congueiro pois eu gosto de dançar&#8230; a minha congada é boa desce o morro devagar&#8230;”</span><strong><span style="font-family:Arial;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A escola vem a cada momento abrindo espaços em sua agenda e programas para a Ação Griô. Percebemos que devido ao empenho e envolvimento da orientadora pedagógica Rosângela Ribeiro, com o Ponto de Cultura e automaticamente com a proposta do Projeto Ação Griô é que muitas ações afirmativas foram aos poucos ocorrendo não somente para os educadores e estudantes do primeiro ciclo mas estendendo pra o segundo ciclo, para a comunidade através de suas reuniãos e inclusive para a rede municipal de ensino que conta com mais de 2000 professores. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A escola possui cerca de 1.250 alunos e cerca de 42 professores. A Ação Griô já atuou com todos eles através de vivências em reuniões de HTC (Hora de trabalho coletivo). Eles vão para a escola duas vezes por semana em período contrário de aula e trabalham coletivamente durante 2h30min em  cada HTC e recebem por isso o que facilita muito a nossa atuação.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os dois professores que tem a sua sala mais diretamente ligada ao projeto estão bem disponíveis para as atividades propostas. Foi conquistada uma abertura para isso. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A escola se preocupa com a questão da diferença e convivência religiosa. Cada professor trabalha o tema de forma muito criativa, a partir de cine vídeos e debates, na sala de leitura, com palestrantes, na apreciação de manifestações. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Existe nessa escola uma cultura religiosa predominantemente católica e essa conversa sobre introduzir outros ritos e celebrações vem sendo a passos lentos avançados. Os alunos oram o Pai Nosso todos os dias antes do início das atividades, num pátio aberto, já é cultural isso lá. Porém penso que para alguns estudantes essa prática não é nada mais que um costume, uma tradição escolar e por isso quase nunca é questionada, também não é obrigatória&#8230;mas é incrível a adesão, é quase 100%, tão forte é a religião católica nesse contexto escolar. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os educadores de uma forma geral nessa rede municipal de ensino já possuem a prática da valorização dos mestres da tradição oral e da Cultura popular da região. Sinto que nessa escola não era diferente, porém os educadores de EMEF Sebastiana Cobra passaram a fazê-lo muito mais encantadoramente a partir do projeto “Encontro de Bandeiras” apresentado para o Programa Ação Griô.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Estamos num contínuo processo de conquista sobre a essa consciência. Da diversidade e do respeito às crenças no Brasil. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A escola já vinha de uma relação forte com as atividades junto ao Ponto de Cultura Bola de Meia, principalmente na formação de educadores através da Secretaria Municipal de Ensino. Essa relação com a maioria dos educadores já foi estabelecida em outros contextos e espaços&#8230; até mesmo através da mídia televisiva que sempre foi muito generosa com as atividades de preservação cultural realizadas pelo Ponto de Cultura.. então foi bem mais fácil para os griôs aprendizes do Ponto dar continuidade de forma mais efetiva e constante. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os griôs são sempre muito valorizados e reconhecidos pela escola e pela comunidade. É o terceiro ano que a Folia de Reis de São José, realizado pelo Bola de Meia visita essa escola e é uma atividade muito significativa e uma relação de proximidade da comunidade com os mestres de tradição oral que é simplesmente emocionante e festiva. A Folia de Reis resolve a questão da diversidade religiosa em parte porque ela é uma celebração popular, profana, não reconhecida oficialmente pela igreja católica no Brasil. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Também o Ponto de Cultura atua nessa escola com espetáculos artísticos para as crianças sempre com temas relacionados a tradição comprovados em filme e fotos. No ano de 2006 apresentamos um musical chamado “Contadores de causos” e no ano de 2007 nos concentramos na Folia de Reis e na presença da Mestre Figureira Dona Lili com suas oficinas de figuras de barro, principalmente figuras de presépios.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A escola compreende o valor do projeto, ela percebe que o Projeto trará ainda mais avanços qualitativos para o processo de ensino-aprendizagem. Porém é uma escola muito grande e existem inúmeros outros problemas e demandas administrativas, relacionais e burocráticas. Casos de violência infantil e de desestruturações familiares que interferem diretamente no cotidiano da escola. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os mestres são muito respeitados pelos professores e pelos pais que reconhecem seu lugar. Porém não é possível dizer que isso também se dá com a maioria dos alunos, parece que tem uma faixa etária mais aberta e encantada com a figura do mestre e os jovens já demonstram mais intolerância na transferência desses saberes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Na comunidade e no Ponto de Cultura onde o mestre e os griôs aprendizes estão inseridos<span> </span>suas atuações são contínuas, reconhecidas e valorizadas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Essa escola parceira e a comunidade escolar é ainda difícil identificar grandes transformações, elas parecem se dar de forma mais sutil em cada indivíduo. Mas há relatos da equipe de direção da escola que inclusive, coincidência ou não, muitos problemas relacionais existentes anteriormente já foram superados, existe uma convivência mais afetiva e participativa no ambiente escolar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Também é possível verificar transformações através da produção artística de crianças e educadores que foram ensinados pelo mestre e pelo griô aprendiz como brinquedos, bonecos, fantoches, jogos, cantigas e histórias de tradição oral de diversos países. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Nas ondas do mar eu vejo um laço de fita branca&#8230;não é fita não é nada é a maré que se levanta&#8230;”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Diríamos que os griôs e mestres vêm preservando sua história e talvez até recriando novos projetos para suas vidas a partir da afirmação de sua ancestralidade e identidade cultural. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Diríamos que alguns educadores vêm redescobrindo e outros descobrindo sua história e estabelecendo novos projetos para suas vidas a partir de uma maturidade e reconhecimento de sua ancestralidade e identidade cultural.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Posso dizer que os griôs aprendizes nesse Projeto “Encontro de Bandeiras” vem preservando suas histórias de vida, buscando cada vez mais a postura de sujeito e não de objeto de sua história que vai sendo tecida juntamente com o descobrimento de sua força ancestral e a possibilidade de transformações em direção a uma identidade honesta, que faça sentido e promova de fato o empoderamento de sua atuação artística, humanística, libertária e sócio-cultural. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Acreditamos que nesse ano de realização, todos os envolvidos na Ação Griô vêem em parte preservando o que considera importante preservar e recriando o que considera importante recriar a fim de avançar na construção de sua própria história e escolhendo novos projetos para sua vida com base na consciência de sua ancestralidade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os estudantes vêm criando sua história e vem vivendo a vida, tecendo-a<span> </span>com maior consciência de sua ancestralidade e importância do desenvolvimento de uma identidade própria.</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/acaogrio.wordpress.com/62/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/acaogrio.wordpress.com/62/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/acaogrio.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/acaogrio.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/acaogrio.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/acaogrio.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/acaogrio.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/acaogrio.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/acaogrio.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/acaogrio.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/acaogrio.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/acaogrio.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/acaogrio.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/acaogrio.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/acaogrio.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/acaogrio.wordpress.com/62/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=62&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Trilha Caminho do Rio São Francisco</title>
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		<pubDate>Sun, 11 May 2008 15:08:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regional Ventre do Sol]]></category>

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		<description><![CDATA[A gente já desenvolvia atividades com os mestres da cultura popular. Já havia um diálogo do “saber popular e o saber científico”. Tínhamos mesmo que inscrever o projeto e nos dá a oportunidade de conhecer e dialogar com instituições que tinha trabalhos afins. Nasci na cidade de Piaçabuçu – AL, em um povoado chamado Potengy [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=60&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>A gente já desenvolvia atividades com os mestres da cultura popular. Já havia um diálogo do “saber popular e o saber científico”. Tínhamos mesmo que inscrever o projeto e nos dá a oportunidade de conhecer e dialogar com instituições que tinha trabalhos afins. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Nasci na cidade de Piaçabuçu – AL, em um povoado chamado Potengy (rios de camarões), não tinha asfalto nem luz elétrica. Quando alguém ficava doente ia pra casa de um rezador ou logo procurava na mata ou no quintal plantas que curavam. Não tinha TV, e quando era noite, as pessoas sentavam em suas portas para conversar, contar histórias. Chega luz elétrica e as pessoas vão mudando seus hábitos, já não sentam em suas portas pra conversar. Em 1999 chega uma oficina de canto-coral no Potengy, e ao meio dos cânticos da Igreja católica, misturam-se músicas diferentes, cantigas de roda, cirandas&#8230; Em 2000, aos quinze anos, fui convidada a participar do grupo de artes integradas Caçuá. Lá, percebo hoje, já existia a roda das idades: no grupo tinha pescadores, poetas populares, pifeiro, estudantes universitários, professores, crianças e adolescentes.<span> </span>Fui vivendo sem questionar nada, tudo era comum e diferente. O pífano, antes usado nas procissões, ocupava outro espaço também, composições vinham com facilidade da cabeça do pifeiro Cícero Lino. Fui, até sem perceber, tomando posse das coisas que já eram minhas, mais que de certa forma estavam esquecidas, adormecidas em mim.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>A partir de então conversava com outros pifeiros, cantadores de coco, com mestres da cultura popular relacionados à música. Em 2002, conheci o contador de histórias Luciano Pontes, foi quando lembrei das histórias que as pessoas contavam quando não tinha luz no meu povoado, e essas histórias ficavam o tempo todo dentro de mim gritando: Conta-me!!!!Conta-me!!!! Como sou obediente, contei-as; e outras vivem a aparecer e pedem para que eu as conte. Com a ação griô tive e tô tendo a oportunidade de aprender, de ouvir, contar e recontar as histórias tão apaixonantes desses mestres e griôs, agora bem mais próximos de mim e da Olha o Chico. To aprendendo a sistematizar esses saberes e ajudar em sua propagação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Em Piaçabuçu potencializamos a convivência social, entendemos que, somos um coletivo, temos descendência africana, indígena, portuguesa&#8230; Ao fazermos essas informações chegarem às pessoas, fazemos com que haja uma potencialização da convivência humana.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Nenhum desenvolvimento se fará com qualidade se não houver a valorização da cultura popular e o fortalecimento da identidade das pessoas. No nosso ponto mobilizamos (através da cultura e meio ambiente) e contribuímos para a organização do povo ribeirinho através da articulação em rede de comunicação e trocas de experiências, de forma que se perceba protagonista consciente de sua história. Isso só acontece quando mim conheço e ao outro, valorizo a mim e minha história, quando respeito e valorizo a historia do meio a que eu pertenço. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Os mestres e griôs da cidade ficavam dentro de suas próprias bolhas. De lá eles repassavam o seu saber, não havia construção, para o mestre era aquilo e pronto. Talvez nós também estivéssemos em bolhas sem perceber. Questionávamos se podíamos propor mudanças na forma de repasse de conhecimento dos mestres, e de que forma intervir durante suas falas quando era necessário otimizar o tempo e amarrar o raciocínio, pois eles devaneiam e não estão muito preocupados com o tempo. A pedagogia griô foi como um espeto que furou as bolhas. Juntos, estamos aprendendo a conviver e interagir.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Aprendemos a respeitar os saberes dos mestres e eles aprenderam a respeitar nossos saberes. Percebemos o quão é importante dialogar, expor outro ponto de vista. Ouvir e ser ouvido. Não importa quem e em que “classificação” essa pessoas está, há um respeito e uma valorização mútua. Estamos construindo um novo saber.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Não era assim, mais hoje, existem respeito e carinho dos educadores para com os mestres e griôs. Muitas e muitas vezes não é necessário a mediação do griô aprendiz nas vivências das escolas. Coordenadores pedagógicos e professores assumem o lugar de griô aprendiz, o que se faz possível graças aos encontros de estudo sobre a pedagogia griô, onde estes discutem sobre as atividades nas escolas junto com mestres, griôs e alunos – não apenas os conveniados pela Ação Griô, mas com todos os mestres e griôs identificados pelas escolas em sua cidade, bairros e povoados.<span> </span>E isso tem funcionado. No Povoado Penedinho a escola Municipal fez um encontro com seus mestres, só fomos convidados. Os mestres vão às escolas, a escola vai aos mestres. Uma vez no mês elas param para rodas de contação de histórias, apresentação de danças e folguedos, conversas com mestres convidados, etc., não de forma aleatória, mas a partir de uma ação pensada e inserida nos Planos de Trabalhos das escolas, para que venham a compor o processo de ensino-aprendizagem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Tahoma;"><br />
</span><span>Em se tratando da questão curricular, especificamente, nem o Município nem Estado tem um currículo definido. Um grupo, formado pelos coordenadores municipais e sob facilitação de uma consultora contratada (Joana Dark), vem se reunindo periodicamente, duas vezes ao mês para estudo e, dentre outros itens em pauta, estudam a construção de um currículo para o Município. São esses mesmos coordenadores que integram o grupo de estudo sobre a pedagogia griô.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>O pedir a benção antes de todas as atividades, invocar a presença dos espíritos de luz, dos meus ancestrais&#8230; tem me ajudado a ter paz e calma na mediação das vivências. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Minhas vestes, em geral, lembram a etnia africana, com cores fortes e contrastantes, mas poderia associa-las a indígena pelos adereços, a cigana, com seus enfeites, etc. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Logo no começo da Ação Griô – e mesmo antes dela, o uso do figurino e a construção de um personagem dava-me a segurança necessária para mobilizar a comunidade e falar de idéias sobre as quais eu acreditava, mas que talvez ainda não tivessem sido de fato, incorporadas como crenças e verdades a serem respeitadas por todos. É como se fosse vergonhoso ser diferente e isso, de certa forma me incomodava. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Hoje percebo com orgulho que sou diferente – que em verdade todos são, ou deveriam ser se não se moldassem a um senso comum –, confio em minhas crenças, no que posso fazer pra mudar o mundo pra melhor. Minha veste para vivência da ação griô são parecidas e, às vezes a mesma roupa que uso no dia a dia. Quero dizer com isso, que não considero a roupa que uso como griô tão fundamental. Gosto muitas vezes de escolher com carinho um figurino para esse trabalho – ou outro – mas, acima de tudo, eu sou Linete, pessoa, igual e ao mesmo tempo diferente de todos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Será que todos os griôs devem usar roupas diferenciadas das que utilizam em seu cotidiano? Gosto de saber que a roupa que estarei usando vai facilitar que as pessoas olhem para mim e escutem o que estou falando, mas gosto também quando, em um trabalho feito em círculo as pessoas têm dificuldade de perceber quem está mediando, e se tiver com uma vestimenta muito diferente, isso não acontecerá.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Antes da Ação Griô, a cidade já vinha trabalhando em sua rede de educação, questão ambientais. E pensar o ambiente é pensar também as pessoas que aí habitam o que nos leva, inevitavelmente, a pensar valores e práticas sócio-culturais. Foi nesse contexto que a Ação Griô chegou a Piaçabuçu e talvez por isso tenha encontrado terreno fértil e, chegado com uma energia forte e contagiante, se materializou com facilidade no som do pífano, nos passos e cantos do guerreiro e reisado, na delicadeza das bonecas de pano, nas plantas que curam, ocupando as salas de aulas, os pátios das escolas e ecoando pela cidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Desde quando o projeto foi escrito estava clara que haveria relação com as escolas, mas não imaginávamos que essa relação fosse ganhar proporções tão mágicas. É ainda incalculável a proporção que começa a se firmar nesta cidade – e nas outras 10 cidades ribeirinhas de Alagoas. São Planos de Trabalhos de Escolas planejados sob novas perspectivas; são mestres, griôs, coordenadores e alunos sentados juntos e pensando sobre que tipo de escola se quer e de que forma construí-la – nos encontros mensais sobre a pedagogia griô; é uma cidade se re-encantando com seus saberes, suas belezas vivas&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>O envolvimento dos mestres, dos griôs e dos dirigentes da Olha o Chico foi fortalecido pelo encantamento que se deu com os coordenadores e se propagou no ambiente escolar. As escolas, que já vinham buscando a relação com a comunidade, encontraram nessa ação simples e forte, a possibilidade de trazer os pais para o convívio desse ambiente. São rodas de conversas onde os pais contam histórias sobre a cidade, mestres que orgulhosos repassam seus saberes&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Não discutimos questões religiosas, apenas buscamos a construção de um ambiente de respeito a todos, independente de raça, crença, opções sexuais, partido político, grau de instrução, etc.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Em uma escola apenas (Estadual) chegou a ser discutida a questão específica da religião, propondo a retirada desta disciplina do horário escolar e organizando momentos de espiritualização ao início do expediente, e de seminários com representantes das diversas expressões espirituais presentes na cidade: cristã (católica e protestante), espírita, umbandista, etc.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>O estudo sobre as questões ligadas a questões étnico-culturais e a consciência histórica na escola relacionada à tradição oral</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>O diálogo efetivo entre o currículo e os saberes de tradição oral tem, por sua vez, provocado transformações bastante significativas a serem vivenciadas neste ano de 2008, como fica claro no texto de apresentação inserido em um dos Planos de Trabalho elaborados para 2008, o da Escola Municipal Deraldo Campos:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>“</span><span>Partindo de nosso contexto, que é a falta do espaço físico e a possibilidade de transformar toda a comunidade em espaço efetivo de construção do saber, nosso Plano de Trabalho se pauta na construção coletiva de trilhas temáticas a partir das quais serão planejadas atividades pedagógicas para alunos e de melhoria da qualidade de vida para comunidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Contaremos para a realização deste Plano, com a parceira do Ponto de Cultura Olha o Chico que é integrante também das redes Escola Viva e Ação Griô Nacional e contribuirá com as ações de planejamento, produção e desenvolvimento das trilhas, a serem inseridas no Projeto Caminho do Rio São Francisco.</span>”</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>A Olha o Chico vinha em sua caminhada, buscando a valorização e o respeito pela questão ambiental e cultural. Mas era com se fosse um caminhar sozinho, sem um mapa guia, sem referenciais outros que ajudassem na caminhada. Nesse encontro com a Ação Griô, talvez a mais significativa contribuição no que se refere a Educação, consista no fato de que essa pedagogia – ainda que em construção, foi incorporada pelos educadores da Olha o Chico e a partir daí tenha se propagado e venha influenciando todos os projetos trabalhados por este Ponto de Cultural.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span>Na medida em que os mestres e griôs passam a discutir sobre a educação local (nos encontros da pedagogia griô), sobre políticas públicas (nos encontros da REDE NUDAP) e assumir cargos de diretoria em organizações (a exemplo de Seu Correia, griô voluntário / contador de histórias, escolhido como diretor de comunicação da Olha o Chico), acreditamos que estejam ocupando importante lugares políticos e sociais em suas comunidades. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span>No projeto encaminhado, a Ação Griô contempla 4 estruturas educadoras: Viveiro Educador de Plantas Medicinais, Bonecas de Pano, Banda de Pífano e </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span>Guerreiro Aprendiz. Com o desenvolver das ações, mais uma estrutura surgiu, o Reisado. E muitos outros saberes vêm sendo vivenciados, como: as canções de trabalho, casa de farinha, olaria, lendas, etc&#8230;<span> </span>Os mestres e griôs têm dominado esta prática das vivências, eles têm estado nas escolas sem a presença do griô aprendiz, lógico que eles recebem toda uma acompanhamento dos coordenadores e professores da rede. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:14.4pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Wingdings;"><span>ü<span style="font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span>“O nosso Brasil cresceu depois que o homem amostrou os grande e pequeno mestre desse projeto griô. Seja bem vindo todo mestre griô afirmar nosso folclore que o ministro pensou. Governador assinou, senador e deputado. Com nosso projeto aprovado, nossa cultura mudou” Letra da Música de Cícero Lino.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:14.4pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Wingdings;"><span>ü<span style="font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span>Seu Círero Lino, pifeiro, vivia reclamando que não tinha aluno, que ninguém mais queria aprender esse instrumento. Que ele mandava os meninos irem para a casa dele e nenhum aparecia. Esse ano (2008), ele chega na Olha o Chico perguntando que dia pode utilizar para dar aula de pífano porque tem muito menino indo aprender na casa dele. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:14.4pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Wingdings;"><span>ü<span style="font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span>O pai de uma aluna do Penedinho – que não conhecíamos &#8211; nos relatou que nos conhecia através da filha dele, que era muito tímida e passou a se expressar mais a partir do trabalho de pesquisa sobre as canções de trabalho em sua comunidade, depois do qual esta passou a participar de um grupo de alunos que cantam canções de trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:14.4pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Wingdings;"><span>ü<span style="font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span>Vários alunos, depois de apresentações passaram a participar dos grupos de folguedos: Guerreiro e Reisado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span> </span><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><strong>REISADO DO PENEDINHO</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Mestra Guinaura e Contra-Mestre Socorro;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Auxiliar: Seu Pagode;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Música: Trio Beija-Flor.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">“A última vez que vi o Reisado, deixe eu dizer bem. Em 60 eu tinha 6 anos. No mês de abril, eu fui embora pra Colégio; minha mãe morreu e minha vó veio buscar a gente: eu e a minha irmã. Passei 2 anos lá&#8230; Dá 62, né? Quando nós voltou&#8230; Em 63! Foi em 63 o último Reisado! Eu tinha 9 anos quando vi o último Reisado lá no Retiro. O Mateus era o finado Zé Preto. Esse já morreu, quem cavou a covinha dele foi eu. Tá interradinho lá no Retiro. O Reisado era lá no Retiro. Quem fazia era um rapaz que tinha, chamado&#8230; não tenho bem lembrança o nome dele. Vou perguntar. Já morreu. Vivo hoje, que eu lembro, tem a Gruinaura e a Socorro, das mais velha. Os que tem agora nem nunca viram essa brincadeira. Além da Guinaura tem outra mulher lá que brincava no Reizado, nesse reisado que existia lá no Retiro. Tá bem velhinha. O nome dela é Creuza, mas ela não brinca com a gente não. Ela brincava no tempo dela moça. A gente lá começou porque a Guinaura já sabia brincar. Aliás a mestra e a contra-mestra, que é a Guinaura e a Socoro, elas sá brincavam quando eram crianças. Então elas me convidaram prá nós fazer assim&#8230; a brincadeira. Então começemo a chamar as meninas e vamos ver se nós consegue fazer. Mas com fé em Deus nós vamos fazer, nem que fique só 4 num lado e 4 no outro, e a mestra e acontramestra, mas nós vamos fazer. Eu tô esperando para ver quem fica e quem não fica. Uma brincadeira dessa, hoje, você sabe, ums começa a ensair, aí na outra semana já não vai, aí entra outra na outra semana. Eu tô preferindo mais as crianças. É para brincar quem quiser, mas eu tô preferindo as crinças. <strong><span style="text-decoration:underline;">É porque a criança que vai ficar com o nosso saber</span></strong>. Nós já estamos ficando velhos. Aí se nós não fizer agora, se não ensinar as crianças, acaba. Como bem, esse tempo todo, nada de ter um reisado, um guerreiro&#8230; Hoje em dia, a gente procura um palhaço, um mateus, não tem. Acabou. Os três que brincavam lá no Retiro tá tudo enterrado lá no cemitério. A gente chama o menino eles não querem, não sabem. A gente coloca só pra representar, mas eles não sabe. Foi parando e o povo foi esquecendo.”</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right"><em>Entrevista feita por Dalva com Seu Pagode, em 18/08/2007. </em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:150%;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Wingdings;"><span>ü<span style="font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span>Prefeitura Municipal de Piaçabuçu, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, disponibiliza transporte para realização de atividades no interior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:150%;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Wingdings;"><span>ü<span style="font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span>Projeto Caminho do Rio São Francisco – CRSF (Ponto de Cultura), que possibilita a disseminação da Pedagogia Griô nos 11 municípios do Baixo São Francisco Alagoano através da inserção dos mestres e griôs no grupo de agentes culturais do Caminho;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:150%;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Wingdings;"><span>ü<span style="font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;"> </span></span></span><!--[endif]--><span>Uma Parceria entre Olha o Chico e Prefeitura municipal está sendo firmada, com o objetivo da Olha o Chico coordenar as ações do Ponto de Cultura da Prefeitura Meninos Guerreiro, este ponto irá trabalhar com o guerreiro alagoano, teremos a possibilidade de incorporar nesta ação mestres e griôs não bolsistas da Ação Griô, como bolsistas do Ponto de Cultura Meninos Guerreiro, então a rede de transmissão oral vem se alastrando na cidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;text-align:justify;line-height:150%;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Somos sementes na terra. Germinar e crescer é nossa missão. Mas por algum motivo, que não lave a pena discutir no momento, muitas de nós paramos de crescer a certa altura da vida. Onde chegamos, podemos ver o que nos é necessário para viver. Pensando estarmos satisfeitas, simplesmente esperamos o tempo de morrer e à terra retornar. Podemos passar muitos e muitos anos ali, no mesmo local, olhando o mundo do mesmo mirante, com medo – ainda que não percebido – de mudar um pouco nossos galhos e forçando as raízes, tombar-mos no chão. Somos sementes teimosas ou sofridas as que fizemos essas opções? Que motivos tivemos para esquecer e mudar completamente nossa missão? Talvez as mãos que nos regaram tenham sido ásperas, os ventos que por nós passaram tenham sido assustadores, as chuvas que caíram tenham sido tão fortes que nos machucaram e todas as vezes que tentamos direcionar nossos galhos para um lugar novo, tenha vindo uma tesoura nos podar. Por isso, chegamos a um momento em que pensamos estar na altura certa, com nossos galhos na direção certa, estamos equilibradas, tem conforto nosso caule e a raiz que nos sustentam. Damos poucas flores, poucos frutos, mas, e daí. Para que forçar as raízes, exigir delas mais resistência e trabalho em capturar seivas? Para que dirigir nossos galhos em vários sentidos se não temos liberdade de sair do local onde germinamos? O encantamento pela vida já não faz mais sentido, ficou na semente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Mas a semente carrega a força de toda sua ancestralidade. E ainda que tenham se passado muitos e muitos anos, chegará um dia em que a semente lembrará que já teve sonhos. Sonhos de ser árvore com muitas flores para ouvir o zumbido das abelhas colhendo pólen para fazer o mel, sonho de ser árvore com muitos frutos para receber a visita de animais e pássaros que gratificados com o alimento recebido descansariam em seus galhos dando-lhes carinho. Sonho de ser feliz, de fertilizar com muitas outras sementes aquela terra, de onde ela não precisava sair para viver com intensidade, pois sua missão era germinar e crescer e para crescer ela só precisava viver com intensidade e isso ela tinha liberdade para fazer. </span></p>
<h2 style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;">Somos sementes carregadas de sonhos e a Ação Griô veio nos lembrar que temos liberdade de sonhar. </span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Maria Linete</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Vicentina Dalva </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Caminho do Rio São Francisco</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/acaogrio.wordpress.com/60/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/acaogrio.wordpress.com/60/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/acaogrio.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/acaogrio.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/acaogrio.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/acaogrio.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/acaogrio.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/acaogrio.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/acaogrio.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/acaogrio.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/acaogrio.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/acaogrio.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/acaogrio.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/acaogrio.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/acaogrio.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/acaogrio.wordpress.com/60/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=60&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Trilha Estrela de Ouro</title>
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		<pubDate>Sun, 11 May 2008 15:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regional Ventre do Sol]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ponto de Cultura Estrela de Ouro, do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, com sede no Sítio Chã de Camará, no município de Aliança faz parte do primeiro edital dos pontos de Cultura. Estava preocupado com certa insatisfação dos mestres, pois havia muito trabalho e, na verdade, estavam insatisfeitos com o resultado que se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=59&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height:150%;">O Ponto de Cultura Estrela de Ouro, do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, com sede no Sítio Chã de Camará, no município de Aliança faz parte do primeiro edital dos pontos de Cultura. Estava preocupado com certa insatisfação dos mestres, pois havia muito trabalho e, na verdade, estavam insatisfeitos com o resultado que se colhia para o grupo. Este Ponto de Cultura está situado na zona rural da cidade de Aliança, e esta a 72 quilômetros do Recife. Os mestre estavam todos ligados ao corte da cana, envolvidos no canavial desde a infância, sendo todos analfabetos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;">Preocupados com a situação de necessidade econômica e financeira dos mestres, o Ponto de Cultura buscava uma maneira de assegurar um ganho mensal permanente aos mestres, quando foi publicado o edital do programa Ação Griô e foi entendido pelos coordenadores do Ponto de Cultura como uma possibilidade de realizar uma ação educacional junto à comunidade, ao mesmo tempo em que possibilitava uma maior tranqüilidade financeira mínima aos mestres e eles poderiam verificar de imediato o valor de seus trabalhos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;">Pela própria história de vida de cada um dos griôs e mestres do Ponto de Cultura Estrela de Ouro, eles são parte da tradição oral da região onde vivem desde o seu nascimento. Tudo que aprenderam dependeu do uso atento dos sentidos, especialmente a visão e a audição. Todos eles trabalharam com as mãos e aprenderam, pela convivência as diversas artes que utilizam no dançar, no contar as histórias, no versejar, na realização das tarefas que lhe eram confiadas no canavial. Entretanto isso que eles faziam “naturalmente” não era processado cerebralmente. A Ação Griô permitiu aprofundar o trabalho que vinha sendo realizado nos encontros que se faziam para dar uma organização na sede do Ponto de Cultura. Os encontros passaram a ser mais sistemáticos e oficinas foram realizadas para preparar as atividades que iriam ser postas em práticas nas escolas da comunidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;">A comunidade de Chã de Camará, onde funciona o Ponto de Cultura é formada por seis famílias de trabalhadores rurais, alguns ali trabalhavam quando da fundação do Primeiro e Real Ponto de Cultura do Mestre Batista. Ali se encontram as diversas etnias formadoras do povo brasileiro, e as conversas sobre as diversas tradições culturais fortalecem o sentimento do grupo, nas suas diferentes ancestralidades, não dando, a coordenação do Ponto de Cultura, ordem de preferência por nenhuma das tradições étnicas, mas garantindo a celebração de todas. Assim, na Chã de Camará há um centro de<span> </span>Jurema, mas os griôs e mestres não participam dos rituais, enquanto se sabe que alguns caboclos e mulheres da comunidade adjacente participam dos ritos. O sacerdote do Centro Nossa Senhora da Conceição é o rei do Maracatu e, não são poucos os caboclos que entendem a sua importância.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;">A missão do Ponto de Cultura é a promoção da estima, a valorização de todo e de cada um, um lugar onde todos atuam para o bem de todos. Nesse sentido, observa-se que a Ação Griô adequou-se bem aos objetivos propostos pelo Maracatu Estrela de Ouro de Aliança e do Ponto de Cultura. Os Mestres Griôs são mestres do Maracatu, dos Caboclos, do Coco, do Terno do Maracatu e do Cavalo Marinho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;">Embora seja boa a existência da Ação Griô, o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança cuida para que o Ponto de Cultura Estrela de Ouro, nem a Ação Griô suplante a tradição do Maracatu e das demais tradições geradas na Zona da Mata Norte. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;">Penso que o que se põe nessa questão é mais própria para ser respondia por uma pessoa que use predominantemente os códigos da cultura letrada, o que não é o caso do Griô aprendiz Biu do Coco. Contudo posso observar que a sua relação com os mestres griôs, com os quais já se relacionava melhorou sensivelmente em várias direções. Ao mesmo tempo em que se viu mais valorizado, o Griô aprendiz passou a conceder maior importância às palavras que escuta dos demais mestres, ao tempo em que aprendeu a não ter receio de ofendê-los com as suas opiniões. Ao longo desse ano pudemos assistir o crescimento da autoconfiança, do auto-respeito e estima do Griô aprendiz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;color:#333333;">O Ponto de Cultura Estrela de Ouro, considerou a diversidade cultural dos freqüentadores, daqueles que são parte do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança e dessa tradição. Embora tenham sido produzidos alguns trabalhos acadêmicos que querem fazer ligação direta entre o folguedo do maracatu e as entidades religiosas, verifica-se que os que desejam participar do maracatu, seja como caboclos, seja como baiana, participam de variados credos e tradições religiosas. O Maracatu Rural ou de Baque Solto, diferentemente do Maracatu de Baque Virado não exige filiação religiosa de seus membros, convivendo com as diversas tradições e sofrendo os preconceitos – positivos e negativos – que as tradições populares sofrem socialmente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;color:#333333;">Antes de ser iniciada a Ação Griô, o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança exigiu a sua participação no desfile cívico do aniversário da cidade, o que causou estranheza, pois aquele desfile era apenas para as escolas e algumas outras instituições culturais e educacionais. Após o susto inicial, o Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança se pôs na sociedade como um lugar cultural e como um lugar de ensino-aprendizagem. Assim, quando se organizou a Ação Griô, ficou estabelecido que os Griôs iriam visitar as escolas e apresentar as suas criações e as suas vidas aos estudantes, em seus lugares de estudo. Não se pretendeu que os saberes entrasse na matriz curricular, mas que estudantes e professores pudessem perceber que há mais que dança, há mais que balanço, na tradição que a escola não estuda em seus cursos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;color:#333333;">Ao chegarmos nas escolas, o aprendizado já havia se iniciado antes, através do Griô Aprendiz que visitava a escola para conversar com a direção. Assim ele desenvolvia a sua capacidade de comunicação, vencia as barreiras sociais que impunham o temor de falar, a vergonha da condição social. Depois o contato com outras instâncias do poder estatal – antes tão distante e temível – para a garantia dos transportes necessários. O Griô Aprendiz diz que outros passaram a lhe ver de maneira diferente, mas ele aprendia a ver-se de uma nova maneira.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;color:#333333;">A recepção nas escolas foi uma surpresa para os mestres. Na região, como em todos os espaços populares rurais, o respeito aos mais velhos é parte integrante da vida social, um respeito que se perde, aos poucos, nas sociedades letradas, onde o saber é transmitido profissionalmente pelos mais jovens, nem sempre mais experientes. O carinho e o respeito com que os estudantes ouviam o que os mestres diziam sobre as suas vidas e o significado de suas artes, emocionou a cada um deles.<span> </span>Paralisar as aulas para continuar em aula foi prazeroso para professores e alunos de cada escola visitada. Esse prazer promoveu o interesse de outras escolas que se sentiram prejudicadas pela não visita dos Griôs.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;color:#333333;">A inserção dos mestres e griôs contribui para introduzir uma reflexão das escolas e um maior aprofundamento das artes e culturas brasileiras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;color:#333333;">Considerando política como o reconhecimento do poder que a experiência produz, um prestígio novo e a criação de uma nova audiência, nota-se que a comunidade – em seu sentido mais amplo &#8211; referenda um pouco melhor a atuação e os atos do mestre do saber popular. Esse reconhecimento é maior no seio da comunidade do Ponto de Cultura. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;color:#333333;">O maior ganho parece ter sido no ambiente da escola, lugar onde se discutia como cultura apenas o que era produzido fora da cidade. Agora se pode notar um orgulho dos aliancenses por seus mestres, não apenas os Griôs do Ponto de Cultura, mas de todos os maracatus da cidade. Ainda é grande o espaço a ser percorrido por todos os membros da sociedade local, mas hoje ela sente orgulho em saber que homens simples que eles conhecem são convidados a se apresentarem, não mais como uma atração exótica, mas como senhores de um saber que só aquela região produziu. Cada vez é mais fácil conseguir espaço nos meios de comunicação da região, onde esses mestres são reverenciados. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;color:#333333;">A permanência maior dos mestres no Ponto de Cultura, o que foi permitido pelo ganho garantido, tem permitido a eles receber um maior número de pessoas que chegam ao Ponto de Cultura para conhecê-los e ouvir. Essa presença alimenta a disposição de voluntários que acompanham jovens e senhoras na produção de artesanato e no acompanhamento de atividades com crianças. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;color:#333333;">Todos os sábados, os mestres, no terreiro, dividem-se e, cada um, forma um grupo para transmitir a sua arte: a arte de tocar, a arte de dançar, a arte de cantar. Assim eles atendem jovens que chegam de Aliança, e jovens que chegam das cidades vizinhas. Os Mestres Griôs e o Griô Aprendiz também recepcionam visitantes do Ponto de Cultura e com eles conversam, cantam e dançam. Importante é que nessas ações eles contam com a presença de duas jovens que os auxiliam e com eles aprendem a arte da conversação, dança ou canção. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="textocorpo1"><span style="line-height:150%;">Zé Duda, José Bernardo Pessoa, nasceu no Engenho Cavalcanti em  Buenos Aires no ano de 1939, mestrava maracatus desde 1950, sendo já respeitado como o Peito de aço quando foi ser morador de Chã de Camará. Zé Duda diz que passou a noite ouvindo o mestre Baracho e aprendeu as suas cantigas. Dono de uma memória prodigiosa, Zé Duda nunca aprendeu a ler, mas guarda seus versos na memória. Durante algum tempo viveu no Recife como ajudante de pedreiro, mas sempre voltava para a zona da Mata para se Mestre de Maractu. Na Chã de Camará ficou amigo do Mestre Batista, com quem aprendeu Cavalo Marinho, sendo um dos maiores conhecedores dos versos e canções.<span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="textocorpo1"><span style="line-height:150%;">Como mestre de maracatu, o seu primeiro trabalho foi no Leão do Engenho Vasconcelos, de Buenos Aires; em seguido mestrou um boi amaracatuzado de Lau Marchante, também de Buenos Aires; Depois no Engenho Jardim mestrou na Caravana composta de Maracatu e um bloco de Manuel Rafael; então foi no Engenho Bonito de Condado no Maracatu Cambida Estrela de Luiz de Justo;<span> </span>depois foi para Engenho Retiro, também em Condado, onde foi mestre do Leão Coroado cujo dono era João Bevenuto.<span> </span>Vindo morar e trabalhar em Chã de Camará desde 1968, a vida do Mestre Zé Duda e a do Maracatu Estrela de Ouro se confundiram. Foi o mestre do Estrela de Ouro<span> </span>até 1991. Zé Duda afastou-se do Maracatu, retornando em 1997 para ser o Mestre até os dias atuais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="textocorpo1"><span style="line-height:150%;">Ederlan Fábio foi um dos últimos a entrar no programa Agente Cultura Viva. Demorou algum tempo para se integrar ao grupo, mas o fez de modo gradativo e permanente. Participou das Oficinas de Produção, e foi sendo notado pela sua aplicação e interesse em aprender todos os aspectos da atividade. Logo ficou responsável um dos setores da produção e, ao mesmo tempo desenvolvia suas habilidades de percursionista enquanto transportava os tambores. Percebeu-se seu interesse em tocar rabeca, e logo o Ponto de Cultura comprou um rabeca e ele passou a ter aulas com os mestres, sendo aos poucos introduzido no Banco de Cavalo Marinho, e agora está sempre acompanhando as apresentações do Cavalo Marinho Mestre Batista, da Chã de Camará. Ederlan também se interessou pelos aspectos da produção sonora e quando o Ponto de Cultura recebeu o conjunto para criação do studio de gravação, nele se inseriu e já participou na produção dos três primeiros Cds produzidos pela Usina Cultural do Ponto de Cultura.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;">Estrela de Ouro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="line-height:150%;">José Lourenço</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/acaogrio.wordpress.com/59/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/acaogrio.wordpress.com/59/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/acaogrio.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/acaogrio.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/acaogrio.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/acaogrio.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/acaogrio.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/acaogrio.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/acaogrio.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/acaogrio.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/acaogrio.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/acaogrio.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/acaogrio.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/acaogrio.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/acaogrio.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/acaogrio.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=59&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Trilha Cultura para o Desenvolvimento</title>
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		<pubDate>Sun, 11 May 2008 15:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regional Ventre do Sol]]></category>

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		<description><![CDATA[* Antes: Nossas atividades eram desenvolvidas basicamente de forma oral, já que não tínhamos muito a preocupação com registro, então desde as letras das músicas as histórias dos folguedos eram ensinadas e aprendidas oralmente. * Durante: Com o envolvimento na Ação Griô, começamos a ter também o cuidado com a questão do registro de toda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=58&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">*<span> </span><span>Antes: Nossas atividades eram desenvolvidas basicamente de forma oral, já que não tínhamos<span> </span>muito a preocupação com registro, então desde as letras das músicas as histórias dos folguedos eram ensinadas e aprendidas oralmente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>* Durante: Com o envolvimento na Ação Griô, começamos a ter também<span> </span>o cuidado com a questão do registro de toda esta riqueza que são os conhecimentos dos mestres e griôs e isto é transmitido para as crianças, então além delas aprenderem ouvindo e se envolvendo nas ações elas também ficam com um pouco desse registro escrito, e em alguns momentos fazem a sua própria interpretação e recriação como na contação das histórias.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;">- Sua atuação no sentido de potencializar a convivência étnico-cultural na comunidade.</span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>*<span> </span>Até o momento não trabalhamos diretamente relacionando as questões étnico,<span> </span>mas sempre procurando trabalhar<span> </span>a<span> </span>valorização e o respeito entre todos.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;">- Como incorpora a missão da Ação Griô e qual sua relação com a missão do ponto.</span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span> </span>* <span>Acredito que seja a valorização<span> </span>dos<span> </span>mestre e Griôs e<span> </span>preservação da riqueza de conhecimento que eles detém, sendo transmitido através da oralidade, fortalecendo assim a identidade de crianças e jovens, a partir daí relacionar com o resgate de todas as expressões de culturas populares da comunidade.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;">- Outros aspectos que considerar importantes</span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>* O envolvimento do espaço escolar,<span> </span>seja material<span> </span>ou imaterial , pois devemos integra toda comunidade e absolver toda forma de aprendizagem principalmente quando ela vem de forma prazerosa .<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Fale livremente sobre o processo do Griô Aprendiz na Ação, abordando aspectos como:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- Sua relação com os mestres, griôs e a tradição oral antes e durante a Ação Griô;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>* Minha relação com os mestre vem de muitos anos de convivência e de admiração, pois nasci e me criei convivendo com estas pessoas maravilhosas que não perderam o encantamento pela e nem vontade de viver, com o desenvolvimento das atividades essa relação de respeito se fortaleceu ainda mais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- Sua relação com a escola e os educadores</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>* A minha relação com a escola é muito forte, pois foi herança do meu avô, esta localizada em frente a minha casa, estudei<span> </span>parte do ensino fundamental<span> </span>nela, e antes de termos o reconhecimento de ponto de cultura, já desenvolvia atividades sociais e culturais e foi através dessa aproximação que comecei a trabalhar e realizar de forma mais direta as atividades com os outros educadores na escola.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- Sua atuação como mediador entre os mestres, griôs e os educadores</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>* Vem acontecendo de forma integrada e ao mesmo tempo diferenciada, pois com os e griôs<span> </span>existe uma relação de confiança e admiração profunda pelo prazer e<span> </span>vontade com que eles se envolvem nas atividades, e com os educadores ainda estamos em processo de conquista e demonstrações das atividades, não existe ainda o envolvimento total, mesmo sabendo que muitos trabalham a oralidade através da contação<span> </span>de história.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- A estimulação do diálogo entre o currículo e a tradição oral</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>* Sim,<span> </span>nas reuniões de planejamento, sempre coloco a importância<span> </span>da oralidade, no falar e no ouvir e cito exemplos da pedagogia Griô.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- O fortalecimento do vínculo com sua ancestralidade e universo simbólico capaz de ajudá-lo a ir descobrindo sua identidade como griô aprendiz, e expressá-la em um nome, vestes, rituais etc. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>*<span> </span>Todo este fortalecimento esta em processo, pois tudo isso de certa forma<span> </span>é novo<span> </span>para mim, pois antes de conhecer a pedagogia Griô<span> </span>eu não percebia a necessidade desse personagem e nem da preparação de um ambiente, seja material ou simbólico, mas agora percebo que isto é importante pois estimula a imaginação e o prazer de quem faz e de ver.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- Sua caminhada nas escolas e o encantamento das mesmas a partir de rituais de vínculo e aprendizagem de tradição oral.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>* Antes da visita do Griô Aprendiz Regional e do encontro regional eu ainda não tinha<span> </span>entendimento<span> </span>de como trabalhar a pedagogia Griô propriamente dita, e executava as atividades em forma de oficinas e espetáculos,<span> </span>a partir daí percebemos<span> </span>a dimensão dessa Ação e iniciamos um novo processo, não discartando o que víamos fazendo, mais aperfeiçoando e inovando de acordo com o que presenciamos e vivemos, ainda não adotamos tudo,<span> </span>mais estamos procurando aprender e melhorar a cada dia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- Seu envolvimento geral com a Ação Griô, seus sentimentos, a incorporação da missão da Ação, etc.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>*<span> </span>O envolvimento<span> </span>é total, pois me sinto de certa forma<span> </span>responsável pela continuidade de sonhos realizações de mestres e griôs que se sentem renovados desenvolvendo e participando dessas ações e me sinto muito feliz em fazer parte desse contexto que não é mais o Ponto de Cultura de Canafístula, e sim um universo maior que deseja melhorar a qualidade de ensino,<span> </span>mais como já coloquei esta questão de incorporação esta em processo pois ainda não estou desenvolvendo a pedagogia<span> </span>da Ação como ela propõe.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;">- Outros aspectos que considerar importante</span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>*<span> </span>Estamos ajustando a proposta da pedagogia Griô<span> </span>a nossa realidade,<span> </span>aprofundando nossos conhecimentos, adequando cada aprendizagem ao nosso contexto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span>Fale livremente sobre a relação da escola e do educador com a Ação Griô, abordando aspectos como:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- O envolvimento da escola e educadores com a Ação</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>*<span> </span>Já são desenvolvidas atividades de transmissão oral, só que não com o olhar e a importância que a Ação propõe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- O envolvimento e encantamento da escola com a tradição oral</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>*<span> </span>Este é<span> </span>um processo que precisa ser trabalhado e conquistado para que floreça<span> </span>e brotem os frutos que são pessoas mais abertas para o ouvir e o falar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- A estimulação da convivência religiosa e étnico-cultural e a consciência histórica na escola relacionada à tradição oral</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>* Deve-se trabalhar a questão do respeito de forma<span> </span>ampla e profunda, procurando conhecer as diversas formas de expressões.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- A existência de diálogo efetivo entre o currículo e os saberes de tradição oral</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>*<span> </span>Sim, através das diversas atividades.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;">- Outros aspectos que considerar importante</span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Fale livremente sobre o lugar ocupado pelos mestres e griôs na comunidade após o início da Ação Griô, abordando aspectos como:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- A sua ocupação de novos lugares políticos e sociais na comunidade – escolas, meios de comunicação, projetos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>*<span> </span>Os mestres e Griôs sempre estão presentes nas reuniões da associação,<span> </span>e alguns participam de outros grupos sociais e<span> </span>religiosos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>- O desenvolvimento da oficina/ofício/produto/serviço do griô ou<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>mestre na comunidade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>*<span> </span>Todos estão diretamente envolvidos na execução das oficinas,<span> </span>e alem das oficinas ele participam de outros<span> </span>grupos oficiais que fazem parte do ponto e que desenvolvem um trabalho social mais amplo se apresentando em diversos municípios e até fora do estado.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;">- Outros aspectos que considerar importante</span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:14.4pt;"><span>* Perceber o envolvimento e encantamento<span> </span>das crianças é extremamente gratificante e quando há uma participação<span> </span>mais efetiva por parte de alguns a satisfação aumenta ainda mais é o que percebemos<span> </span>em relação ao Rodrigo, Gabriel e principalmente o Lucas que ultimamente vem assumindo uma postura de griô aprendiz fazendo o papel de mediador nas oficinas de músicas, entre o mestre e os colegas que sentem mais dificuldade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Maria Consuelo</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Cultura para o Desenvolvimento</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/acaogrio.wordpress.com/58/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/acaogrio.wordpress.com/58/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/acaogrio.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/acaogrio.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/acaogrio.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/acaogrio.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/acaogrio.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/acaogrio.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/acaogrio.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/acaogrio.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/acaogrio.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/acaogrio.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/acaogrio.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/acaogrio.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/acaogrio.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/acaogrio.wordpress.com/58/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=58&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Trilha Coco de Umbigada</title>
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		<pubDate>Sun, 11 May 2008 14:56:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regional Ventre do Sol]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ponto de Cultura Núcleo de Memória Coco de Umbigada é um Terreiro que vem da herança familiar com a brincadeira do coco, tem como missão a Memória e a difusão da cultura popular com destaque para o coco e suas vertentes, traz a troca de saberes e a vivência dos terreiro como espaço de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=57&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>O Ponto de Cultura Núcleo de Memória Coco de Umbigada é um Terreiro que<span> </span>vem da herança familiar com a brincadeira do coco,<span> </span>tem como missão a Memória e a difusão da cultura popular com destaque para o<span> </span>coco e suas vertentes, traz a troca de saberes e a vivência dos terreiro como espaço de criação e salvaguarda da cultura popular de matriz africana.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>A participação com a ação griô veio com a Identidade da proposta pedagógica, valorizar outros saberes, valorizar o saber popular, já tínhamos essa ação materializada no nosso ponto, com a chegada da ação griô,nossa missão<span> </span>foi<span> </span>fortalecida</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Os mestres<span> </span>já participavam da Sambada de Coco, já trabalhava oficinas de troca de saberes no ponto e já tinha relação pedagógica com os alunos da escola da comunidade. Porém a bolsa trouxe auto-estima e troxe também aquilo que não se mensura, o reconhecimento de sua sabedoria que muitas vezes não se tinha nem mesmo dentro de suas casa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Muito valoroso a ação de<span> </span>ir ao Ponto, ir à Escola e percorrer a comunidade trazendo sabedoria ancestral, valorizando o terrenos das tradições, trazendo auto-estima a quem fez de sua vida a história de uma brincadeira popular, importante a política pública compartilhar no reconhecimento deste outro saber.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>O Griô Aprendiz é o grande vaso, no nosso caso, eu sou o<span> </span>griô aprendiz e recebo os mestres no nosso terreiro, os recebo no terreiro da Umbigada já a bastante tempo, a pelo menos dez anos que recebo os mestres de coco no nosso terreiro, e faço desse encontro uma grande<span> </span>sambada, no início eram poucos, agora , a noite toda é pouca pra tanta gente cantar, um espaço de visibilidade pra todos nós obtive muito respeito e muito aprendizado nesta ação griô.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>A nossa auto-estima é grandiosa, fico demasiadamente feliz,<span> </span>toda sexta-feira das 14:00 às 20 h, os moradores, os mestres, os jovens, os estudantes, educadores,<span> </span>todos aprendendo juntos, com um formato diferente, integrando educação, cultura popular e comunidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Penso que o griô aprendiz deva conduzir este<span> </span>novo paradigma,<span> </span>de valorização dos espaços<span> </span>não formais de educação, vivenciados nas aldeias indígenas, nos assentamentos, nos terreiros e afins.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Na escola fortalecemos a cultura popular, puxamos por este pertencimento, Trazemos identidade em matriz africana,<span> </span>já enfrentamos intolerância muitas vezes, pelo próprio processo de desconhecimento da cultura popular, pela forma folclórica ou satanizada que a grande<span> </span>mídia nos rotula, porém<span> </span>penso que foi determinante estarmos na escola e trazer a escola pra nosso terreiro, nesta perspectiva de aproximar este dois saberes, O científico e o popular,<span> </span>sem intolerância, aprendendo juntos,<span> </span>o griô aprendiz usando da prerrogativa<span> </span>de ser rama de uma raiz ancestral, integrando o caminhante, o contador de história, o artista, a Iyalorixá,<span> </span>o poeta, o mestre coquista a uma nova forma de aprendizado.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Eu penso ser importante a mística da roupa, dos utensílios, dos paramentos<span> </span>na troca de saberes e na promoção da identidade griô, sempre trago os paramentos, as guias(cordão de misangas), o mojôlo(cordão de argila ou pedra pintada com os elementos do orixá),<span> </span>o ojá(pano de cabeça), e as vestes brancas,<span> </span>minha referência de indumentária griô, de sabedoria vem com o axó(roupa) da Iyalorixá(sacerdotisa de matriz africana), também<span> </span>traz <span> </span>o mestre griô usando um chapéu de palha e com um pandeiro na mão, sempre ele e seu pandeiro, nos nossos encontro,<span> </span>sempre trago meu pandeiro, uma forma de estar com a brincadeira sempre a mão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Contribuição da Profa. Glauciane na elaboração dos resultados:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Apesar da Escola Maria da Glória Advíncula estar localizada no bairro do Guadalupe,Olinda–PE,local de extrema riqueza e diversidade cultural,a equipe pedagógica até então não tinha percebido a grande idéia de fazer parceria com um dos tantos centros de cultura que rodeiam a escola, nosso direcionamento cultural estava concentrado em visitas e caminhadas para valorização e reconhecimento da história local e em sala de aula nossos alunos faziam a releitura do<span> </span>que aprendiam através de desenhos produções de textos, expressão corporal e oral, percebíamos que faltava algo que trouxesse,mais satisfação no processo ensino-aprendizagem e como se fosse luz divina, numa tentativa de minimizar a agressividade na hora do recreio, coloquei os instrumentos musicais usados na capoeira(uma das oficinas da escola aberta) no pátio da escola. Eu acreditava que no mínimo as crianças prestariam atenção e por curiosidade iriam tentar manusea-los.convidei o funcionário da escola, Adriano Lopes, para apresentar aos alunos um pouco do seu talento e para minha surpresa as crianças estavam tocando,quis saber imediatamente quem havia ensinado-os e numa só voz me disseram que foi a Beth,naquele momento notei que se tratava de uma pessoa muito importante para aquela comunidade .As crianças me levaram até o centro cultural coco de umbigada (local onde fazem oficina de percussão) e lá me apresentaram a Beth,percebi naquele encontro<span> </span>a oportunidade de uma grande parceria ,finalmente algo que traria vida para nossa escola.Beth agendou comigo algumas visitas dos alunos ao centro e com muita generosidade nos envolveu num processo de identificação e reconhecimento afro-descendente, tivemos também aula de percussão e conhecemos a história que não tem nos livros.Em sala de aula os alunos fizeram a releitura do coco em várias dimensões :O coco de<span> </span>roda e suas vertente populares, nos ensaios<span> </span>de<span> </span>dança com voluntários.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><span> </span>O coco canção,na linguagem oral e escrita,O coco enquanto fruto,na criação de um livro de receitas(sabores do coco) e ainda conhecemos a arte produzida com a casca (catemba), o talo,a palha e a quenga do coco.O projeto desenvolvido na escola tomou como ponto de partida o coco da Beth e abraçou os outros ritmos do Guadalupe ao Bonsucesso(bairro onde está localizado nosso anexo, Espaço Aberto).Confesso que a princípio não foi fácil envolver o grupo de educadores na convivência religiosa e ético cultural,visto que o preconceito concebido pela falta de informação ainda persiste em nosso meio,sabendo disso eu me apoiava no discurso de que o que permeia a educação é a informação e que o indivíduo tem o direito a um desenvolvimento pleno e que é necessário que o educador oportunize ao aluno não só<span> </span>o conhecimento científico ,mas também o saber popular,Hoje me sinto mais confiante,pois sei que por trás dessa semente plantada existe a AÇÃO GRIÔ que irá garantir a continuidade deste trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Disco, programa de rádio,<span> </span>outras escola, protagonismo na comunidade.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Nossos Mestres e Griôs são<span> </span>lideranças artísticas e<span> </span>espirituais,<span> </span>na aldeia Indígena do povo Fetha em Águas Belas-Pernambuco<span> </span>e nos terreiros da região metropolitana do Recife. Com a ação griô seu protagonismo foi fortalecido em suas famílias, seus terreiros e suas<span> </span>comunidades.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Nas oficinas e vivencias foram desenvolvidas pedagogias que envolve canto, dança, ritmos, oralidade, contação de história, brincadeiras da cultura popular, pesquisa, leitura, elaboração de conteúdo para programação da rádio, gravação de cd’s e l<span> </span>formação continuada de multiplicadores, novos mestres de cultura popular.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>São procurados com freqüência por escolas e universidades para ministrar oficinas e fazer vivencias que retratem a ação griô. Nossa Mestra<span> </span>Griô Mãe Lúcia de Oyá, representa o Grupo de Trabalho, GT de Matriz Africana na Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, esta griô tbm foi convidade pela Universidades<span> </span>Mauricio de Nasau e Faculdade<span> </span>Barros Melo, para ministrar aulas sobre a história da África e Africanidade Brasileira, como curso de extenção.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Nossos Mestres griôs, erm rodas de diálogos, conversamos bastante<span> </span>sobre o universo de comunicação das rádios, sobre o universo social da comunicação, que comunicação queremos para nosso ensinamentos.temos uma rádio no pontos e elaboramos em conjunto com nossos mestres, programação para rádio amnésia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Gravamos 10 cd’s, todos dos mestres<span> </span>griôs do nosso terreiro, gravado com o<span> </span>kit multimídia do ponto de cultura pelos jóvens da comunidade, na perspectiva de nos apropiarmos das novas tecnologias de informação e comunicação, de entender esses cd’s como novos produtos culturais, oriundo de outra lógica de mercado cultural.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Com a tecnologia que hoje temos dentro de casa, gravamos nossa música, preservamos a memória do terreiro e promovemos a difusão desta cultura, estando<span> </span>além do edital<span> </span>para fomento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>O Encantamento é geral, dos mestres que tiveram este reconhecimentos, dos estudantes que tiveram este ensinamentos e da comunidade que hora se descobre protagonista da cultura popular. Porém hoje convivemos com uma grande contradição, o professor trabalhar em três expediente para manter os filhos na escola particular, na sala de aula ele aplica o ensinamento que ele não acredita.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Precisamos acreditar naquilo que fazemos&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Trazer vigor e<span> </span>identidade ao ensinamento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Essa é a nossa<span> </span>proposta griô, pertencimento com a cultura popular e identidade com a matriz africana. O resultado foi maravilhoso, hoje temos uma escola<span> </span>integrada com a cultura popular do coco e suas vertentes. A proposta inicial de trazer a educação caminhando com a cultura da comunidade foi<span> </span>vivenciada e<span> </span>fortalecida, o resultado foi<span> </span>uma escola empoderada com sua cultura popular e com formação de<span> </span>novos mestres griôs.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>A Sambada de Coco gera trabalho e renda<span> </span>para os mestres e para toda comunidade,<span> </span>envolvendo aproximadamente duas mil pessoas, entre mestres, artistas, estudantes, professores, gestores públicos, produtores culturais, turistas, terreiros e entorno. A sambada tem na ação inicial o Cine-Clube Macaíba, mídia que promove pertenciomento, forma platéias e foca suas exibições<span> </span>na Matriz Africana e na Cultura Popular, com destaque para documentarios que retratem a história de vida dos mestres do nosso país. Posterior ao Cine-clube, temos a presentação do Coco de Umbigadinha, grupo infanto juvenil da comunidade que resultou das oficinas com os mestrees griô e mestre aprendiz no ponto de cultura.<span> </span>Após o coco de umbigadinha, chamamos os mestres griôs do coco e começamos a Sambada que<span> </span>continua durante toda a noite e só termina no raiar<span> </span>do dia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Mestra Griô, Mãe Lúcia de Oyá: Mãe Lúcia tem uma trajetória de vida integrada ao terreiro, aos dezoito anos foi iniciada, vem da rama nagô de Pernambuco, com sua avó Bernardina trazendo ensinamentos do velho sítio de pae Adão. Na década de oitenta precidiu o Afoxé Alafin Oyó, trazendo polêmica admitindo e integrando pessoas não negras a esta instituição religiosa. É coordenadora pedagógica da Escola de Ensinamentos de Mãe Preta, escola de vivencia que traz os ensinamentos dos terreiros. É parteira, benzedeira e Iyalorixá, coordena e lidera espiritualmente o<span> </span>Terreiro de candomblé Ilê Axé Oyá Togum, passando ensinamentos de cura, cidadania e espiritualidade a seus mais de 50 filhos de santo. Ministra oficinas e aulas de matriz africana em escolas e Universidades de Pernambuco Compõe o Quadro de Oficineiros de Matriz Africana no projeto Multicultural da Prefeitura da Cidade do Recife Coordena a Rede de Saúde dos Terreiros na cidade de Paulista em  Pernambuco. Protagoniza a ação griô em<span> </span>Pernambuco e tem assento no GT de Matriz Africana na Comissão Nacional dos Pontos de Cultura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Estudante Rayane</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Rayane – Menina de 9 nos,<span> </span>afro-descendente, moradora do Beco da Macaíba,<span> </span>onde se localiza o Terreiro da Umbigada, estudante da segunda série<span> </span>da Escola pública municipal Maria da Glória, seus país tem mais 3 filhos, a renda da família se dar a partir da venda de bebidas na cidade alta em Olinda e durante a sambada no primeiro sábado do mês. Rayane, tem muita dificuldade no aprendizado, repetiu a primeira e a segunda série, falta bastante aula e não tem acompanhamento em casa das atividades escolares.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Não tem auto-estima com a escola e confessa ir a escola na maioria das vezes pela merenda, em contrapartida, no terreiro “ponto de Cultura” é sempre a primeira a chegar e a última a sair, ta sempre sendo convidada a dar entrevista, tem na<span> </span>dança e no canto grande protagonismo, compõe o grupo de cantores mirins do coco de umbigadinha e guarda varias matérias de jornais que retrata o coco e traz sua foto,<span> </span>sua avó lhe presenteou recentemente com um quadro, onde ela estar a dar muitas umbigadas com outras crianças no jornal de grande circulação em Pernambuco, ela pindurou este quadro durante um tempo no ponto de cultura e na escola onde estuda, demonstrando sua alegria e auto-estima com a brincadeira que já desde cedo carrega, também é<span> </span>entusiasmadíssima<span> </span>com o afoxé do nosso terreiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Antes éramos apenas um terreiro, grande na sua missão de trazer a memória do coco e fazer a difusão desta brincadeira, oportunizávamos os mestres coquistas a mostrar sua arte e ensinamentos, porém<span> </span>com a chegada da ação griô, nosso universo se ampliou muito, hoje temos a Uiversidade Federal de Pernambuco, através do mestrado do curso de administração, compartilhando os saberes, temos uma parceria com o Serpro na entrega dos computadores, que propiciou nosso telecentro, uma proposta de inclusão digital com apropriação das<span> </span>tecnologias de informação e comunicação, Temos uma grande parceria com o governo do estado, através do programa Células Culturais na FUNDARPE, realizamos e produzimos um grande pólo de carnaval na nossa comunidade, articulamos mais de 100 mil reais para cobrir cachê e estrutura de palco e som para 26 pontos de cultura de Pernambuco,<span> </span>na perspectiva de dar visibilidade as expressões de cultura popular dos pontos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Beth D`Oxum</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Coco de Umbigada</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/acaogrio.wordpress.com/57/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/acaogrio.wordpress.com/57/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/acaogrio.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/acaogrio.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/acaogrio.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/acaogrio.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/acaogrio.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/acaogrio.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/acaogrio.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/acaogrio.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/acaogrio.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/acaogrio.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/acaogrio.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/acaogrio.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/acaogrio.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/acaogrio.wordpress.com/57/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=57&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Trilha Casarão de Ofícios</title>
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		<pubDate>Sun, 11 May 2008 14:44:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Regional Ventre do Sol]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu contato com a tradição oral surgiu ainda na minha infância, a vivência que as profissões exercidas pelos meus pais, de feirante (mãe) e de caminhoneiro, açougueiro, mecânico (pai) permitiu desde cedo o contato com pessoas de todos os segmentos sociais, de todas as vivências e de muitos lugares do país, experiências que despertou em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=acaogrio.wordpress.com&amp;blog=3617915&amp;post=56&amp;subd=acaogrio&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="MsoHyperlinkFollowed">Meu contato com a tradição oral surgiu ainda na minha infância, a vivência que as profissões exercidas pelos meus pais, de feirante (mãe) e de caminhoneiro, açougueiro, mecânico (pai) permitiu desde cedo o contato com pessoas de todos os segmentos sociais, de todas as vivências e de muitos lugares do país, experiências que despertou em mim o desejo de ouvir as pessoas, especialmente aquelas mais velhas, aprendi a sentar e ouvir histórias por horas a fio, era muito mais que escutar, era aprender todas aquelas experiências, cresci com esse mesmo desejo, continuar ouvindo e aprendendo. Ainda na adolescência criamos um grupo de pesquisa da história local (Grupo Cultural Jandu-Cari) com a institucionalização da Fundação Félix Rodrigues no município em 1997, todos nós que fazíamos parte do grupo de pesquisa, fomos apoiados por esta instituição e nos envolvemos nas suas atividades, que vem incentivando a valorização da cultura popular,<span> </span>a tradição oral, através das pesquisas, da capoeira, dos cursos de história local, da vivencia com a Mestra Dodora que desde o inicio é uma presença constante e na minha vida e na história da Fundação Félix Rodrigues.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed">A participação na Ação Griô surgiu pela necessidade que sentiamos de concretizar, potencializar e reconhecer a presença dos Mestres dentro da comunidade. Para mim (griô aprendiz) a participação como potencializadora dessa parceria têm sido de uma riqueza impar, ouvir e absorver os conhecimentos dos mestres juntamente com a comunidade escolar estreitando a relação já existente. É uma experiência que tem marcado a minha vida, pois me identifico com a missão de griô aprendiz e com a missão do Ponto porque ambos têm proporcionado aos alunos a compreensão de sujeitos responsáveis pela sua própria história dentro da comunidade e reconheçam a participação dos Mestres e Griôs como iniciadores e parceiros nesta construção.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed">Desejo ressaltar o prazer de ter identificado novos mestres da comunidade não apenas através da Mestra Dodora, mas através dos proprios alunos que ao final de cada roda de contação de história, de vivência, indicavam um outro nome dentro da comunidade que deveria ser ouvido e reconhecido por nós como Mestres e registrar o prazer de ouvir as proprias crianças identificarem-se com a figura de griô aprendiz e se autodeclararem dessa forma.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed"> A relação com a Mestra Dodora iniciou-se através da relação professor/aluno, a quem sempre admirei pelo carinho que sempre demonstrou pela história e tradições locais e regionais. Mesmo após termos seguido caminhos educacionais diferentes, visto meu ingresso no ensino médio e posteriormente na universidade. Dodora sempre foi presença constante nas pesquisas que o Jandu-Cari realizava sobre a comunidade, suas informações eram de extrema importância para o desenvolvimento e credibilidade dos trabalhos que apresentávamos. Já com Damiana, nossa relação iniciou-se na própria comunidade onde hoje desenvolvemos a Ação (Porto do Carão), onde desenvolvi no ano de 2000 um trabalho como educadora, o qual me permitiu propor o desenvolvimento da Ação dentro da escola da comunidade, idéia que foi prontamente aceita, nos levando a encaminhar o Projeto da Ação Griô para o Minc. Assim, construção de uma relação de respeito e afeto com os educadores, as crianças e a propria comunidade permitem que o papel de mediador que preciso desenvolver como griô aprendiz ocorra de forma natural e produtiva.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed">As educadoras da escola são grandes parceiras para o sucesso da Ação, juntas criamos uma lista de sugestões para nortear as atividades a serem desenvolvidas durante 2007/2008, e desenvolvemos ainda os Projetos: “Cantigas de roda, na roda da vida” para ser desenvolvido com alunos das séries iniciais, e “Cordel, arte e identidade” para ser desenvolvido com os alunos das séries finais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed">Sinto-me a vontade para desenvolver os rituais e vivências a partir da nossa realidade local, o encantamento e respeito pelas raízes de cada individuo e comunidade sempre fizeram parte da minha vivência familiar, e através desse respeito e convivo em paz com minhas raízes. Evidentemente que algumas características são preponderantes em minha postura e personalidade, mas acredito que isso faz do meu papel como griô aprendiz, mais rico e dinâmico, busco em contato com minhas Mestras encontrar a essência da nossa Ação de forma a fazê-la comungar com a essência da Ação Nacional e em conjunto construimos nossa rede local de transmissão oral.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed">A relação da escola com a Ação Griô é de parceria e encantamento, todos os educadores do turno matutino estão inseridos nas atividades, buscamos nestas atividades reconhecer e ampliar o respeito а diversidade e identidade de cada individuo, através da interação do saber dos mestres com o conhecimento prévio de cada criança e educador, fazendo das rodas de contação de histórias, de cantigas e de vivências uma perpetuação das tradições orais. Posso afirmar que a escola tem dialogado de forma efetiva com os saberes da tradição oral, ao flexibilizar seu horário de aula, ceder seu espaço geográfico e potencializar a inserção da tradição junto aos conteúdos da grade curricular.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed">A relação da Mestra Dodora e da Griô Damiana com a comunidade e a escola já era de muito respeito e cumplicidade, visto que as duas são reconhecidas pelo conhecimento e zelo que mostram pela história e tradições da mesma, mas a Ação potencializou essa relação que se tornou mais dinâmica e produtiva, visto que os alunos deixaram de vê-las apenas como gestoras da escola e passaram a vê-las como mestras na comunidade, mas, o mais especial foi que essa relação potencializou e permitiu o envolvimento com os demais mestres da comunidade que passaram a ser reconhecidos como portadores de saberes, de tradições e de conhecimentos que precisam ser perpetuados. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed">Relatar a história de vida de um único mestre é uma tarefa dificil diante da gama de vivências que esta Ação nos proporcionou, fazer um apanhado da alegria de Mestre Alfredo ao ser ouvido por crianças que não o viram dançar o Boi, mas que ficaram encantados em ouvir sua vivência, o prazer e a alegria de D. Lica que sendo uma mulher sem uma instrução formal assumi nossas salas de aula com o encantamento e a sabedoria de poucos educadores, seu Veridiano que sentado em sua canoa voltando de mais um dia de pesca nos deu uma aula de como conviver com a natureza de forma sábia mostrando para a meninada que não é o status que faz um bom profissional e sim o amor que devota a seu oficio, podemos citar ainda o encantamento de D. Tereza única parteira viva da comunidade ao ser entrevistada pelos nossos alunos e o prazer dos alunos em pesquisar quem na comunidade nasceu de parto natural e pelas mãos de quem, as histórias das salinas partilhadas por Chico Bode e seus conselhos para que as crianças se dedicassem ao estudo e reconhecessem os esforços realizados pelos seus pais para oferecer uma oportunidade de educação, e claro as experiências de vida e de conhecimento compartilhadas pela Mestra Dodora que levou nossas crianças a sentarem com seus familiares, vizinhos e conhecidos buscando saber com mais detalhes a história da comunidade e as horas de encantamento ouvindo os causos da Griô Damiana, que até iniciar a participação na Ação não sabia a importancia de seus causos e histórias de assombração para a tradição oral.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed">Diante de tudo isso, posso afirmar que todos fomos impactados, alunos que se prontificam a contar e a buscar as histórias para partilhar na roda, o prazer de ficar sem intervalo para retextualizar uma história ouvida, de não reclamar do atraso na merenda para fechar uma roda de contação de história ou de vivência, educadores que chegam com novas ideias de atividades a serem desenvolvidas para fazer o curriculo dialogar com a tradição oral. Para mim, tudo isso é encantamento. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed">Raquel do Nascimento </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span class="MsoHyperlinkFollowed">Casarão de Ofícios</span></p>
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