Arquivo paraMaio 12, 2008

Ritual de Apresentação Bola de Meia, Jaqueline e Celo

“Quem me ensinou a

nadar foi os peixinhos

do mar…

foi foi foi marinheiro

foi os peixinhos do mar…”

Jaqueline Baumgratz e Celso Pan

Não perder a memória

não parecer prepotente porque é fruto de uma caminhada de 18 anos.

Os mestres já faziam essa atividade antes de uma ação governamental. E é com esses mestres que já faziam que a gente aprendeu a chegar na escola…

Tem um modelo legal, a Folia de Reis que é cantada no portão, e a dona da casa vem abrir a porta, então, tem música pra abrir a porta…. a dona que vem receber nossa bandeira, é a diretora da escola.

Olha a metáfora: se a diretora não recebe bem a bandeira o projeto não vai acontecer!

A criação da trilha do Mestre surgiu porque o mestre já vai a muitos anos para escola e, geralmente ele transita em várias escolas de bairros diferentes.

Estamos num momento em que o mestre solicita cada vez mais que a gente vá até ele. Por causa da idade, da energia, porque se sente mais a vontade no seu lugar, no seu habitat. Um exemplo é o mestre Zé Mira, que se sente muito melhor na sua rocinha.

E é muito interessante quando o professor sai da área urbana, rompe os limites da escola e entra na área rural, com o cheiro da terra, do café tropeiro…

É importante dizer que algumas descobertas sobre a própria ancestralidade nem sempre necessitam exteriorização, principalmente quanto a mudança de nome, ou um tipo mais audacioso de vestimenta, muitas dessas transformações ocorrem principalmente de forma subjetiva, emocional.

Porém como nós atuamos na área artística pouco acrescentamos nas vestimentas porque já existe toda uma preocupação estética e lúdica construída ao longo de uma trajetória do próprio Ponto de Cultura.

“…os mestres sem mestrados, aqueles das folias de reis, das congadas e moçambiques geralmente reconhecem que há sempre algo a conhecer.

Sabem muito bem qual é o verdadeiro sentido da educação, que passa pelo respeito ao tempo do outro, pela beleza de suas bandeiras, pela força de suas crenças e pela delicadeza de seus sentimentos…” Jacqueline Baumgratz

Alguns mestres tem o entendimento que “é o aprendiz que escolhe seu mestre e não o mestre que escolhe o seu aprendiz”

Alguns consideram extremamente prepotente bater na porta de alguém, ou da escola e dizer: olha… eu tenho uma coisa pra lhe ensinar que vai mudar sua vida… não é assim que funciona.

Ao contrário do que acontece quando a escola vai visitar o mestre … ele acolhe de braços abertos e oferece tudo o que ele tem de melhor: seu saber… e daí sim, se estabelece uma relação de confiança e amorosidade… quando o mestre é demandado de uma necessidade.

Mas com o griô aprendiz é diferente, ele sim tem a tarefa de transmissão na escola do que aprendeu com o mestre, porque ele já transita na escola, é um artista, a escola não sente que vem um intruso ensinar a escola, sente que vem um artista brincar, trocar, alegrar, celebrar naquele espaço e ali há uma troca poética de afetividade e ludicidade impressionante.

O griô aprendiz vem lembrar a escola que ela é feita de gente e não só de palavras e números…ele vem lembrar que cada um ali tem uma memória ancestral que o constitui como singular e sujeito para daí então estabelecer ou re-estabelecer rituais e cele brações naquele espaço de construção do saber.

O griô aprendiz geralmente passa por um processo de construção da sua imagem, nome…como fazem os artistas…e esse processo leva um tempo ou melhor…é contínuo

Alguns são artistas e portanto já passaram por isso, já tem um cuidado estético, lúdico, poético e então para esses poderá se dar transformações muito mais de ordem subjetiva, espiritual, emocional. Vem daí muitas vezes a necessidade de talvez um adereço, um instrumento …a mim me parece, que é a atuação desse griô aprendiz como um corpo estranho e poético que mudará tudo…ele não será igual mesmo que estiver de calça jeans e camiseta…mas não custa se enfeitar….! crianças gostam de boniteza como diz uma de minhas Mestras, a Fátima Freire.

É muito importante a chegada do griô aprendiz na escola, o jeito que ele chega já encantando…é uma surpresa, causa curiosidade por parte dos alunos e professores que se perguntam: quem é essa, quem é esse…que chega cantando, trocando, que rompe o silêncio ou o ruído do cotidiano escolar…se há uma aceitação da professora o griô entra, se ela está aplicando uma prova então o griô pode ir visitar outra sala e voltar depois…o importante é não causar a impressão de que o griô aprendiz está fazendo é mais importante do que o professor está fazendo para não criar confrontos que na verdade precisam se transformar em unidade! O professor tem que ver no griô aprendiz um companheiro … alguém que veio para somar, co-laborar, trabalhar juntos.

É importante esclarecer que o griô aprendiz não vem “ensinar” o professor a trabalhar…

Isso de maneira nenhuma!…e muito menos o mestre assume essa postura… esses griôs chegaram para compartilhar um jeito brasileiro de melhor Com-viver em comunidade! Comum unidade! Celso Pan

“Oh Senhora do Rosário

a sua casa cheira …cheira cravo, cheira rosa, cheira flor de laranjeira…!”

Era uma vez…os índios, donos da terra nomearam um Vale de “Para’iwa” (Paraíba) palavra de origem Tupi que significa rio de águas turvas (porque a terra é escura), de difícil navegação, mais muito fértil na pesca e na qualidade da água. Esse nome foi dado por causa de um rio considerado federal, tamanha é sua abrangência no fornecimento de água. Sua bacia hidrográfica abrange três estados: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O Ponto de Cultura Bola de Meia foi fundado em 1989 na cidade de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo no Vale do Paraíba Paulista. Este Vale está localizado entre as serras do mar e da mantiqueira e desde essa época tem por missão a pesquisa e transmissão da Cultura Popular e a tradição oral Brasileira.

O ponto conhece e reconhece a missão da Ação principalmente porque se afina com a missão do próprio Ponto de Cultura que atua na pesquisa e transmissão da tradição oral e da Cultura Popular brasileira, a valorização do lugar do mestre na transmissão dos saberes e o reconhecimento de suas ações no município e região e também dentro do espaço escolar.

Através de vivências, assembléias, relatos, conversas informais, formais e virtuais, posso dizer que todos do Ponto, inclusive as crianças e os jovens possuem compreenção das práticas da ação griô no município, região e estado (através do Fórum estadual dos Pontos de Cultura) todos por aqui são divulgadores e defensores da Ação.

É importante dizer que nesse Ponto já existia uma prática de mestres irem para escolas aqui na região é o caso da Dona Lili que faz isso desde muitos anos, o Mestre Paizinho que já tem um Projeto com mais de 30 escolas em Taubaté, o próprio mestre Zé Mira, que inclusive tem trabalhado bastante com formação de professores sobre a história do homem caipira e do tropeirismo no estado de São Paulo. Porém o que a Ação Griô contribui é mesmo para a resignificação da história de vida de cada um em particular, isso eu pude perceber que houve fortalecimento principalmente em cada professor e estudante envolvido.

O Ponto vem registrando em livros, publicações, teses, pesquisas desde 1990, tal o número de publicações já realizadas com diversos parceiros privados.

Sim, principalmente a Educação para as relações étnico raciais positivas e a diversidade religiosa brasileira

Sabemos da importância da emancipação, da busca pela autonomia e então o Ponto de Cultura vem buscando através de outros projetos mais específicos fontes de fortalecimento para projetos de Valorização e Preservação da Cultura Popular e tradição oral, como foi o caso do P.A.C. estadual (Programa de Ações Culturais) para a visitação de nossa Folia de Reis em dezembro de 2007 e janeiro de 2008 no valor de R$10.000,00 que com certeza fortaleceu e ampliou a Ação na região. Utilizamos esse recurso para custear despesas com transportes, manutenção ou troca de vestimenta, estandartes, bandeiras, lapinhas, adereços etc.

Com relação a potencializar a convivência étnico-cultural na comunidade, buscamos fomentar relações de consciência histórica para eliminação de possíveis preconceitos, buscamos promover relações harmoniosas, tolerantes e pacíficas através de sessões de cinema, em palestras, oficinas de formação de educadores, contações de história, música, poesia, em relatos, sempre que possível tenta ocupar brechas para esse assunto também, porém é importante ressaltar o lugar onde está situado o Vale do Paraíba a rota dos romeiros em direção a Basílica de Aparecida do Norte, é muito forte o catolicismo, porém devido ao forte apelo de imigrantes na região encontramos representações religiosas na Umbanda, no Budismo, no Judaísmo, no Taoísmo, nos templos evangélicos etc.

Temos muitas críticas construtivas ao edital como está disposto no momento. Alguns de nossos mestres não puderam ser contemplados devido ao limite de idade, exemplo mestres mais jovens, principalmente aqueles que herdam de geração a geração, os que se legitimam na ancestralidade histórica de pai para filho como é o caso do Mestre Paizinho, filho do Mestre Paizão que é de família de quilombos tem apenas 49 anos, mas a sua Companhia data de fundação em 1947. Outra questão é o número limitado de mestres e de griôs aprendizes, para essa região que é reduto de muitos mestres de tradição oral não somente em São José dos Campos mas principalmente em cidades como São Luiz do Paraitinga, Taubaté, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Jacareí etc

Ás vezes,temos a impressão que qualificaria muito se houvesse um griô aprendiz para cada mestre. Pois o aprofundamento seria muito maior, os registros, a atenção, o acompanhamento e o próprio vínculo do aprendiz com seu mestre.

Outra questão levantada pelos griôs aprendizes e até por alguns mestres no decorrer do processo é: porque os mestres precisam obrigatoriamente ter um compromisso com a escola? Porque precisam ir até lá? Não que eles não gostem ou não consideram importante, mas é porque para eles muitas vezes parece um pouco forçado já que estão acostumados com a espontaneidade dos acontecimentos, como acontece nas próprias celebrações espontâneas e comunitárias já conquistadas por eles. Muitas reflexões já surgiram em nosso Ponto de Cultura inclusive se os mestres deveriam mesmo tentar forçar um diálogo com quem muitas vezes não se mostra interessado, sentimos que chega a ser muito desgastante para o mestre com mais de 80 anos percorrer esse caminho em direção a transformação da própria estrutura escolar, que muitas vezes é rígida.

Muitos mestres em diversas conversas não consideram isso o foco mais importante, eles consideram muitas vezes o fazer na comunidade mais relevante do que “brincar de professor” para quem muitas vezes nem está interessado na brincadeira.

Não é o caso do Griô aprendiz, que tem esse compromisso da transmissão oral e do conhecimento que foi repassado pelo mestre, pelo seu perfil articulador e artístico que sabe muito bem fazer a ponte de diálogo entre a academia e a tradição oral.

Alguns mestres percebem que existem escolas que só os chamam em momentos de eventos e pronto, não estão interessados em aprofundamentos.

Talvez se o edital para os Pontos ou para outras associações ou grupos organizados, contemplassem as comunidades que se comprometem com um programa educativo e de caráter formativo na Ação Griô fosse mais interessante e abrangente, principalmente para as comunidades ribeirinhas, quilombolas, reservas indígenas, terreiros porque conversando com muitos educadores chegamos a conclusão que somente o projeto pedagógico não garante esse compromisso, historicamente dentro da educação, não garante.

Ainda com relação ao edital Ação Griô não percebemos ali a figura do griô aprendiz regional, parece que não tinha esse articulador tão importante para a Ação e consequentemente uma bolsa diferenciada para ele que irá assumir um compromisso com mais de um ponto em sua região.

Não parece que seja interessante acumular funções de griô do Ponto com o griô regional, existe aqui um entendimento que isso dificulta muito a efetivação e qualificação da Ação no próprio Ponto.

Outra idéia surgida aqui no Ponto e na escola, foi a de uma equipe de assessoras pedagógicas que circulassem pelos pontos da Ação nos diversos estados, com seus saberes específicos, para além das fronteiras regionais, isso ajudaria a fortalecer uma identidade forte, “a cara do Brasil”. Por exemplo: Em minha região não tenho muitas fontes sobre algumas religiões e gostaria de ter, um exemplo é o Candomblé numa visão educativa de uma escola realmente laica ou que contemple todas as tendências espirituais daquele espaço educativo…como se fosse um templo de ancestralidade, todas as crenças ali dispostas e respeitadas.

Uma idéia interessante foi fazer um encontro de aprimoramento da prática de griô aprendiz com alguns mestres e a condução e orientação do velho griô, para trocar práticas de atividades em roda, fortalecer os papéis e o lugar de encantamento desse griô aprendiz.

Ainda no edital chegamos a refletir com as pessoas do Ponto de Cultura que não deveria existir uma carga horária obrigatória para os mestres pois para alguns é muito puxada e para outros é insuficiente pois extrapolam em muito essa atuação. Quem sabe se fosse uma espécie de bolsa-prêmio que se apoiaria muito mais no compromisso, envolvimento e conquista da sua importante atuação comunitária.

“Eu sou congueiro pois eu gosto de dançar… a minha congada é boa desce o morro devagar…”

A escola vem a cada momento abrindo espaços em sua agenda e programas para a Ação Griô. Percebemos que devido ao empenho e envolvimento da orientadora pedagógica Rosângela Ribeiro, com o Ponto de Cultura e automaticamente com a proposta do Projeto Ação Griô é que muitas ações afirmativas foram aos poucos ocorrendo não somente para os educadores e estudantes do primeiro ciclo mas estendendo pra o segundo ciclo, para a comunidade através de suas reuniãos e inclusive para a rede municipal de ensino que conta com mais de 2000 professores.

A escola possui cerca de 1.250 alunos e cerca de 42 professores. A Ação Griô já atuou com todos eles através de vivências em reuniões de HTC (Hora de trabalho coletivo). Eles vão para a escola duas vezes por semana em período contrário de aula e trabalham coletivamente durante 2h30min em cada HTC e recebem por isso o que facilita muito a nossa atuação.

Os dois professores que tem a sua sala mais diretamente ligada ao projeto estão bem disponíveis para as atividades propostas. Foi conquistada uma abertura para isso.

A escola se preocupa com a questão da diferença e convivência religiosa. Cada professor trabalha o tema de forma muito criativa, a partir de cine vídeos e debates, na sala de leitura, com palestrantes, na apreciação de manifestações.

Existe nessa escola uma cultura religiosa predominantemente católica e essa conversa sobre introduzir outros ritos e celebrações vem sendo a passos lentos avançados. Os alunos oram o Pai Nosso todos os dias antes do início das atividades, num pátio aberto, já é cultural isso lá. Porém penso que para alguns estudantes essa prática não é nada mais que um costume, uma tradição escolar e por isso quase nunca é questionada, também não é obrigatória…mas é incrível a adesão, é quase 100%, tão forte é a religião católica nesse contexto escolar.

Os educadores de uma forma geral nessa rede municipal de ensino já possuem a prática da valorização dos mestres da tradição oral e da Cultura popular da região. Sinto que nessa escola não era diferente, porém os educadores de EMEF Sebastiana Cobra passaram a fazê-lo muito mais encantadoramente a partir do projeto “Encontro de Bandeiras” apresentado para o Programa Ação Griô.

Estamos num contínuo processo de conquista sobre a essa consciência. Da diversidade e do respeito às crenças no Brasil.

A escola já vinha de uma relação forte com as atividades junto ao Ponto de Cultura Bola de Meia, principalmente na formação de educadores através da Secretaria Municipal de Ensino. Essa relação com a maioria dos educadores já foi estabelecida em outros contextos e espaços… até mesmo através da mídia televisiva que sempre foi muito generosa com as atividades de preservação cultural realizadas pelo Ponto de Cultura.. então foi bem mais fácil para os griôs aprendizes do Ponto dar continuidade de forma mais efetiva e constante.

Os griôs são sempre muito valorizados e reconhecidos pela escola e pela comunidade. É o terceiro ano que a Folia de Reis de São José, realizado pelo Bola de Meia visita essa escola e é uma atividade muito significativa e uma relação de proximidade da comunidade com os mestres de tradição oral que é simplesmente emocionante e festiva. A Folia de Reis resolve a questão da diversidade religiosa em parte porque ela é uma celebração popular, profana, não reconhecida oficialmente pela igreja católica no Brasil.

Também o Ponto de Cultura atua nessa escola com espetáculos artísticos para as crianças sempre com temas relacionados a tradição comprovados em filme e fotos. No ano de 2006 apresentamos um musical chamado “Contadores de causos” e no ano de 2007 nos concentramos na Folia de Reis e na presença da Mestre Figureira Dona Lili com suas oficinas de figuras de barro, principalmente figuras de presépios.

A escola compreende o valor do projeto, ela percebe que o Projeto trará ainda mais avanços qualitativos para o processo de ensino-aprendizagem. Porém é uma escola muito grande e existem inúmeros outros problemas e demandas administrativas, relacionais e burocráticas. Casos de violência infantil e de desestruturações familiares que interferem diretamente no cotidiano da escola.

Os mestres são muito respeitados pelos professores e pelos pais que reconhecem seu lugar. Porém não é possível dizer que isso também se dá com a maioria dos alunos, parece que tem uma faixa etária mais aberta e encantada com a figura do mestre e os jovens já demonstram mais intolerância na transferência desses saberes.

Na comunidade e no Ponto de Cultura onde o mestre e os griôs aprendizes estão inseridos suas atuações são contínuas, reconhecidas e valorizadas.

Essa escola parceira e a comunidade escolar é ainda difícil identificar grandes transformações, elas parecem se dar de forma mais sutil em cada indivíduo. Mas há relatos da equipe de direção da escola que inclusive, coincidência ou não, muitos problemas relacionais existentes anteriormente já foram superados, existe uma convivência mais afetiva e participativa no ambiente escolar.

Também é possível verificar transformações através da produção artística de crianças e educadores que foram ensinados pelo mestre e pelo griô aprendiz como brinquedos, bonecos, fantoches, jogos, cantigas e histórias de tradição oral de diversos países.

“Nas ondas do mar eu vejo um laço de fita branca…não é fita não é nada é a maré que se levanta…”

Diríamos que os griôs e mestres vêm preservando sua história e talvez até recriando novos projetos para suas vidas a partir da afirmação de sua ancestralidade e identidade cultural.

Diríamos que alguns educadores vêm redescobrindo e outros descobrindo sua história e estabelecendo novos projetos para suas vidas a partir de uma maturidade e reconhecimento de sua ancestralidade e identidade cultural.

Posso dizer que os griôs aprendizes nesse Projeto “Encontro de Bandeiras” vem preservando suas histórias de vida, buscando cada vez mais a postura de sujeito e não de objeto de sua história que vai sendo tecida juntamente com o descobrimento de sua força ancestral e a possibilidade de transformações em direção a uma identidade honesta, que faça sentido e promova de fato o empoderamento de sua atuação artística, humanística, libertária e sócio-cultural.

Acreditamos que nesse ano de realização, todos os envolvidos na Ação Griô vêem em parte preservando o que considera importante preservar e recriando o que considera importante recriar a fim de avançar na construção de sua própria história e escolhendo novos projetos para sua vida com base na consciência de sua ancestralidade.

Os estudantes vêm criando sua história e vem vivendo a vida, tecendo-a com maior consciência de sua ancestralidade e importância do desenvolvimento de uma identidade própria.