CEACA – Mestre Alcides e Rodrigo Pança
Queremos provocar um diálogo entre cultua popular (informal) e cultura formal, isso usando como fio condutor a Capoeira, Maculelê, Samba de Roda, Samba Duro e o Coco, e com grande reforço na Oralidade que entendemos ser o princípio do verdadeiro Griô (Diêli em Bambara).
Eu vou fazer uma homenagem,
Do fundo do coração,
Não quero que batem palmas,
Quero que prestem atenção
Pros meninos do Ação Griô,
Isto serve muito bem,
Eles cantam, jogam e dançam,
Eles sempre me querer bem,
Quem falar mal dos meninos,
Não gosta de mais ninguém,
Ê, ê, ê, ê, diLelê
Ê, ê dilelê camará…
Alcides de Lima, Mestre de Tradição Oral
Todo projeto pedagógico do CEAC, Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira, é fruto de longa caminhada que remete ao final dos anos sessenta (1969), quando Mestre Alcides na USP iniciou com Mestre Eli Pimenta sua volta ao mundo na capoeira, dedicando ao caminho da arte procurou sempre buscar a histórica e a cultura contida no universo da capoeiragem. Em 1988 fundou o C.E.A.CA (Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira), tendo como objetivo principal a formação de um grupo de pesquisa Cultura e Educação usando a capoeira como “método de ensino e aprendizagem”, tendo como resultado materiais didáticos pedagógicos, apostila, registros, CD`s e DVD´s, dos quais fazem parte do acervo do CEACA que são usados na elaboração de trabalhos destinados aos alunos.
A partir de 1990, esta idéia se materializou com projetos de cultura popular brasileira em escolas de ensino fundamental localizada em São Paulo, e na Universidade de São Paulo com o “Projeto Minha História” em parceria com o Departamento de História da USP destinado a crianças carentes das comunidades do entorno à Universidade. Por esse desenvolvido teve participações no Laboratório de Estudo da Criança (LACRI), no Simpósio Nacional coordenado pelo Instituto de Psicologia da USP nos anos de 1995 a 1999, neste mesmo período Mestre Alcides recebeu o convite dos Departamentos de Antropologia, Dança e Música da Universidade Estadual do Colorado, Co, na cidade de Fort Collins-USA, para atender crianças com a faixa etária de 6 a 10 anos.
Em abril de 2000 através do “Projeto Crer Pra Ver”, com uma equipe de agentes multiplicadores já capacitados iniciou um projeto de cultura popular brasileira na EMEF Des. Amorim Lima, que atendia toda comunidade escolar e comunidade do entorno. Em 2004 o projeto passou a integrar o projeto pedagógico da escola, e em 2005 fomos selecionados pelo edital Ponto de Cultura tornando se o “Ponto de Cultura Amorim Rima”. Sendo Ponto de Cultura pretendíamos ampliar nossas ações com o Projeto Ação Griô que com isso valorizando e reconhecendo os donos dos saberes populares que são nossos acervos vivos.
História de vida de Mestre Durval
Infância
Durval António da Silva, nascido no estado de Pernambuco, na Cidade Garanhuns, senhor de 71 anos de idade sendo que destes 50 são de dedicação ao coco.
Aos 7 anos de idade, morou em Caetés, na época era um humilde bairro, hoje uma cidade do estado de Pernambuco. Residiu no Sítio “Pedra Grande”, que pertencia ao tio, irmão de sua mãe, também morava seu avô que devido sua deficiência visual seguido de sua idade tinha dificuldades de se locomover sem ajuda de alguém, “Seu Durval” por ter poucas obrigações e ser menino era o principal ajudante do avô.
Como era um lugar onde existiam muitas fazendas, os fazendeiros da região costumavam realizar, nas noites de lua cheia, para relaxar e esquecer o dia árduo de trabalho, uma festa, onde todos das fazendas vizinhas eram convidados.
Nessas festas, era comum ouvir homens e mulheres cantarem, somente ao som das palmas, suas entoadas, suas cantigas, suas músicas, que geralmente ludibriavam um dia de trabalho, o plantio, a colheita, reverenciavam algum antepassado ou ancestral, ou até mesmo num tom de brincadeira desafiavam uns aos outros. E foi em meio desses festejos nas fazendas que “Seu Durval” ainda garoto presenciou e se encantou pela Cultura Popular.
Na sua juventude, saindo do Sítio de seu tio, indo para a Olinda mais precisamente no bairro Sapucaia, foi morar na Vacaria do Tenente “Tóta,” que oferecia-lhe moradia, roupa e comida em troca de serviços como: cuidar das vacas e realizar os mandados de seu patrão. Nos dias que não tinha trabalho gostava muito de ir passear pelo famoso Mercado de São José e pelo Cais de Santa Rita. Num belo dia ensolarado e quente, daqueles que só o nordeste brasileiro tem, lá estava o jovem Durval passeando pelo movimentado Mercado de São José, de repente ele se depara com uma multidão parada, plantada, bem no meio do parque do mercado, ele muito curioso, foi se aproximando para ver o que acontecia e para saber por que aquelas pessoas estavam ali, a cada instante que se aproximava da multidão podia perceber que ao centro havia duas pessoas, um diante do outro, tocando pandeiro e cantando versos em trova, que ora eram dirigidos tanto de um para o outro, em outras vezes a alguém que estava ali em volta observando o duelo de trovadores, logo que chegou bem pertinho pode apreciar o que acontecia no centro, avistou uma coisa que mais chamou sua atenção, a música que os dois coquistas cantavam. Participando das festas de Coco na cidade de Recife aprendeu o instrumento que mais lhe agradava na orquestra de coco, o ganzá que utilizou para acompanhar os versos que começava a fazer, no entanto, Mestre Durval não queria fazer igual queria fazer melhor que os outros coquistas, porque os versos entoados eram frases feitas para serem decorados, dessa forma, decidiu fazer, algo que pudesse ser livre na forma de cantar, algo que fosse improvisado ali, no ato, que ao mesmo tempo contasse uma história do passado ou um fato do presente que invariavelmente fosse tratado um tema recorrente, de aviso, uma sabedoria popular ou como expressão de sentimentos enviesada pelo coro que realiza a chamada para o próximo verso. Assim sendo, começou a cantar o “Coco de Improviso”, essa variação requer do coquista uma alta capacidade de improvisação, seus versos são rimados e bastante eufóricos.
Maturidade
Aos 28 anos, em Olinda, “Seu Durval” de passagem por Recife, é convidado por um amigo para ir a uma festa, em um Clube de Dominó. Chegando ao lugar, já era tarde e o festejo estava terminando, uma pessoa que o conhecia e sabia da sua habilidade de cantar, chamou-o e pediu que cantasse algum coco e completou “aonde tu chega é zum-zum-zum”, o Mestre, no instante que ouviu aquilo rapidamente brotou em sua mente um verso, subiu no palco e pediu que as pessoas cantassem em coro:
“O Durval Velho aonde tu
Chega é zum-zum-zum”
Essa foi à primeira vez que ele se apresentou diante de tanta gente.
Em Olinda, no bairro de Peixinho, “Seu Durval passa ser integrante do Clube de Dominó de sua comunidade, foi nomeado Orador oficial, realizou muitos campeonatos de dominó e em inúmeras vezes recebeu convites para cantar nas festas, bailes caipiras e batucadas do lugar.Em uma de suas apresentações na Sede do Clube, utilizando-se do refrão de uma música cantada pelo coquista Luis França (mais conhecido como: Luiz Boquinha) famoso no nordeste brasileiro por cantar nas rádios: Tamandaré, radio Clube do Pernambuco e a radio Jornal.
Mestre Durval deixa seu recado para o presidente:
Ele seguiu com os versos:
“É quinze, quatorze, treze
Doze, onze, dez e nove
Só faz lama quando chove
Nas terras de Garanhuns
Passaro preto é o Anum
Que tem um vinco no bico
Oito, sete, seis, cinco
Quatro, três, dois e um”.
(coro) Senhor presidente
Tenha de nós compaixão
Se não congelar os preços
Dinheiro não resolve não
(Improviso)
Veja que a nossa nação
Tem muitos passando fome
Nós precisamos de um homem
Pra governar o povão
Falta arroz, falta farinha
Alguns que criam galinha
Que façam a composição
(Coro)Senhor presidente
Tenha de nós compaixão
Se não congelar os preços
Dinheiro não resolve não
Com 39 anos de idade, ele e sua família foram para São Paulo, à procura de novas oportunidades de trabalho, chegando à capital paulistana conseguiu emprego na Usina Israelense Colombina onde permaneceu cerca de 6 anos, depois, desempregado novamente, saiu em busca de um novo trabalho, chegou a fazer algumas entrevistas em algumas fábricas da cidade, porém sem sucesso de admissão. Por um longo período sofreu alguns momentos de depressão, até ficar afastado por tempo indeterminado de qualquer vinculo empregatício.
Morador da comunidade do Jaguaré conheceu Valter (o Valtão) que, por sua vez, conhecia o trabalho do CEACA com a cultura popular e apresentou “Seu Durval” ao grupo. Nos anos 2005 e 2006 apresentou com sua família a dança do coco de improviso nas festas do CEACA e desenvolveu oficinas de coco para os alunos do grupo.
No final de 2006 é convidado para participar do Projeto Ação Griô Nacional para ser o Mestre Griô da Tradição Oral no Ponto de Cultura Amorim Rima e realizar um trabalho com a Cultura Popular voltado para o currículo escolar e a comunidade em torno. Considera o coco raiz que faz como uma forma de comunicação, de expressão e de transmissão de conhecimentos através da musicalidade, da expressão verbal e corporal.
A musicalidade se desenvolve nos instrumentos com o ritmo do coco, numa linha melódica representativa de um lamento, uma louvação, uma saudação, ou de qualquer outro elemento cotidiano.
A dança característica do coco é em roda com um par ao centro, tem o passo ritmado pelo batuque do atabaque, do ganzá e o pandeiro, os dançarinos representam corporalmente a expressão da manifestação através da espontaneidade da brincadeira com os seus corpos.
Mestre Alcides
Nosso desafio aqui é fazer com que a escrita dialogue com o mundo da oralidade, ande com ela, as crianças e adolescentes possam ler emoções nos semblantes dos seus pares, possa observar as estrelas, o sol no horário de saída para a escola, observando se necessário levar agasalho, quando manusear um instrumento, explorar quais notas musicais possam tirar, essa leitura ágrafa lhes dará condições riquíssimas no seu desenvolvimento cognitivo, fazer uma leitura minuciosa em uma obra de arte, etc.
A tradição oral tem como característica fundamental a incansável repetição fidedigna do discurso do fato narrado, isso para que haja uma reprodução da narrativa daquilo que deve ser repassado das antigas gerações para as novas, se faz necessário uma linguagem simples e associada a dinâmica do dia-a-dia do indivíduo (pode ser também um conto ou um mito ligado “a ancestralidade daquele grupo) e/ou de sua comunidade.
A hierarquia e o reconhecimento da sabedoria dos mais velhos é um dos pontos fundamentais, é o ápice do fundamento na manutenção das tradições da oralidade, isso se reconhece e se expressa nas manifestações dessa comunidade tais como: festas religiosas, casamentos, rezas e rituais de passagem.
Vou analisar fatos ocorridos nas minhas dinâmicas de oficinas e conversas com crianças, adolescentes e adultos da escola e da comunidade onde atuo, vamos usar essa prática para contextualizar a fala das pessoas e para que elas possam passar de objeto para sujeito de suas ações, sempre enviarei na medida do possível, fotos ou trabalhos escritos ou comentários que ouço por alguém sobre o trabalho ou sobre cada tema. Os nomes dos atores poderão se fictício, quando for comprometer negativamente o autor, quando for uma letra de música, se não for de domínio público citarei o autor.
No primeiro caso analisarei a letra de uma música cantada por Clementina de Jesus,
Xique xique Macambira,
filho de preto d’angola,
inda bem não sabe lê
já que cê mestre de escola
Nessa quadra podemos observar a fala, ou o recado de alguém que conhece os fundamentos da tradição oral, ele está criticando um mais jovem que acha que está acima dos mais velhos, é como o ditado, “quer ensinar Pai nosso ao Vigário”, isso geralmente é cantado quando se quer mandar um recado a alguém, e ele deve enterder a mensagem, mas muitos não entendem, quando vejo nos olhos atentos muita ansiedade querendo aprender tudo em muito pouco tempo como na Internet, eu digo “oxotokanxoxo”, paciência, paciência e muita paciência, é a mitologia do arqueiro de uma flecha só, Reide Oyó (Oxóssi).
Trabalhamos com um público de crianças, adolescentes e adultos, somados serão mais de 500 (quando digo, ná, é porque nós trabalhamos em equipe e todos com exceção do Mestre Durval, trabalhamos com as mesma modalidades, só que com grupos diferentes).
As oficinas são de:
Capoeira, Samba de roda, Samba duro, Maculelê, Puxada de rede e Coco, todas elas terão parte histórica e prática.
Na parte histórica, contamos sua origem e onde é praticada, qual o objetivo e a época do ano que acontece, temos as indumentária para cada uma delas, as crianças aprendem as letras das músicas e as coreografias de todas as danças, isso feito são apresentados em ocasiões festivas da escola e apresentações fora da escola, ou seja para comunidade , todas as crianças aprendem os instrumentos, fazemos poderei citar algumas.
Nossas atividades fazem parte da dinâmica pedagógica da Escola Des. Amorim Lima, as oficinas fazem parte da grade escolar da 1ª a 5ª séries de 2ª a 6ª feiras da seguinte forma: 2ª e 6ª das 07:00 às 12:00hs, 3ª,4ª e 5ª feiras, das 13:00 às 18:00hs, e para a comunidade escolar: 3ª e 5ª das 18:00 às 19:00hs e aos sábados das 09:00 as 12:00hs para a comunidade Geral.
Materiais Didáticos
CEACA – Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira
“Expresse-se com consciência faça capoeira”
EMEF Dês. Amorim Lima – Material de apoio didático
Justificativa
Preocupados com a qualidade do ensino da capoeira na escola EMEF Dês. Amorim Lima e o seu alinhamento com o projeto pedagógico da escola de ensino de qualidade e valorização da cultura oral, o CEACA volta os seus esforços para a construção de um material de apoio didático para as aulas de capoeira ministradas no currículo escolar.
Objetivos
Este material tem como objetivo dar apoio às aulas práticas já ministradas sobre os conhecimentos da capoeira e do coco, e os elementos que as constituem, ajudando as crianças na construção das relações com elementos escolares e da sua vida cotidiana, além de fazer parte do processo avaliativo e comparativo do desenvolvimento da criança quanto à capoeira.
Método
Escolha de temas relacionados com a capoeira (capoeira, ritmo, samba de roda/duro, maculelê, Zumbi dos Palmares e Puxada de Rede).
Desenvolvimento de material de apoio sobre os temas com a preocupação de não fugir daquilo que foi proposto nas aulas práticas e do cotidiano escolar e familiar da criança para que não ocorra uma descontextualização do material teórico oferecido.
As aulas práticas seguirão normalmente com a escolha do tema e o seu desenvolvimento já trabalhado normalmente pelo CEACA, apresentação do tema, atividades lúdicas contextualizadas, contextualização histórica e prática, curiosidades, valorização cultural, vivência e roda de conversa. O material de apoio seria apresentado no final da aula, com um debate geral sobre o tema e explanação sobre o material de apoio e aquilo que ele propõe com leitura conjunta professores e crianças. O material é recolhido pelos professores e analisado na semana seguinte.
CEACA – Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira
“Expresse-se com consciência faça capoeira”
NOME: SÉRIE: DATA:
BRASIL E ÁFRICA
Em 1700, em uma tribo africana vivia uma criança chamada abámodá que significa “o que você deseja você faz”. Ele foi separado de sua tribo e veio em um navio negreiro para o brasil. Foi vendido para um senhor de engenho e teve o seu nome trocado por joão.
O pequeno sentia muitas saudades da áfrica e dos seus animais de estimação, por isso ficou amigo de um macaquinho que vivia próximo da fazenda deu comida e um nome uhuru que significa liberdade, juntos brincavam na mata próxima da fazenda.
Quando tinha roda de capoeira na senzala o pequeno joão ficava com vontade de jogar, mas os adultos não o deixavam com medo dele se machucar.
Então olhando o seu amigo uhuru pular de costas e cair em pé, pensou: se eu fizer isso vou poder entrar na roda de capoeira.
Na roda de capoeira quando o pequeno joão entrou pulando como o macaquinho, todos gostaram pedindo para ele ensinar e o chamaram novamente na roda de capoeira de abámodá.
QUESTÕES: peça ajuda aos amigos, pais ou professores.
1- como voce se sentiria no lugar de ábamodá se fosse separado de sua familia e de seus amigos.
2- recorte e cole no verso da folha figuras que lembrem a cultura africana e a brasileira.
Atividades do maculelê: peça ajuda aos pais, amigos e professores
1 – copie a música de maculelê
Boa noite pra quem é de boa noite
Bom dia pra quem é de bom dia.
A benção meu papai a benção.
Maculelê é o rei da valentia.
2 -Leia a música que conta a história do menino maculelê.
Maculelê
Certo dia na cabana um guerreiro
Foi atacado por uma tribo pra valer
Saiu de salto mortal e gritou
Pula menino que eu sou maculelê
Cuma é meu nome?
É maculelê
De onde eu venho?
É maculelê
Venho de santa barbara
É maculelê
Toco atabaque
É maculelê
3- desenhe como você acha que aconteceu a história do maculelê.
Nome: turma
Peça ajuda aos seus pais, amigos e professores nas atividades:
Canção da partida
Dorival caymmi
Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer
Se deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a deus do céu vamos agradecer
1- Saiba um pouco mais sobre a puxada de rede.
A pesca do xaréu é um momento de trabalho, de canseiras, mas também de beleza, de poesia, de música e de cantos. De outubro a abril, os xaréus (peixe) vão para o norte em grandes cardumes para a desova, procurando climas mais quentes. Os pescadores das praias de salvador lançam-se à sua tarefa cumprindo os mesmos trabalhos dos seus antepassados, trabalhos que vêm dos tempos da colônia, do império, da república até os dias atuais. E esta tradição não morre, mesmo porque dela depende a alimentação de centenas de famílias, que todos os anos se repete no mesmo ritual dos tempos passados.
2- Recorte e cole neste espaço 5 (cinco) imagens de revistas, jornais relacionadas com o mar e escreva o nome da imagem, como no exemplo:
Ondas (desenho)
3- Monte frases com as palavras que você recolheu das revistas:
4- Caso você morasse na praia o que você faria para viver? Responda escrevendo ou desenhando.
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“CEACA – Significa – Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira, para você ser um bom capoeirista, tem que se esforçar, tem que ter respeito com os professores, colegas, pais, etc… Para saber fazer golpes, precisa treinar muito e ter disciplina pra você ser um ótimo capoeirista, precisa treinar muito, ter respeito com os professores e colegas, esforçar-se e ter disciplina, Eu não sei se eu faço tudo isso mas eu me esforço” – Juliana Petreli – 10 anos 4º Série
“Um dia eu queria um esporte só para mim, que tivesse a minha raça, com o Brasil dentro de mim. Ele se chama Capoeira como o Brasil sempre quis, uma cultura como esta todos querem ter” – Stephane dos Santos Moreira (Link) 12 anos 6º Série
“Conte conosco, capoeira da gosto vai e vem capoeira faz bem, capoeira nunca vai acabar porque novas crianças entrará, capoeira nasceu e sempre pertenceu…?” – Diogo de Souza Cardoso – 14 anos 7º Série C
“Um capoeirista joga sempre com o coração, capoeira é pra homem, menino e mulher, só não joga quem não quer Capoeira é brasileira, quem criou é de angola, depois de muita luta veio parar na escola” – Diego de Souza Cardoso – 14 anos 6º Série A
“ A capoeira faz uma homenagem a uma mata chamada capoeira”
Ana Carolina da S. Oliveira – 08 anos –2º Série A
“A capoeira é muito legal é importante, tudo é importante na capoeira, na capoeira não tem violência, a capoeira é tão legal que eu acho que todo mundo quer fazer ”– Ana Carla – 08 anos 2º Série B
“Eu quero ser um profissional de capoeira, espero que a capoeira cresça mais e mais, minha família gosta muito do que eu faço capoeira”– Kauã Paulo de Oliveira – 08 anos
“Meu nome é Raissa, eu jogo Capoeira Bem ”
Raissa B. Acissis – 08 anos – 2º série
“A capoeira é importante para mim porque acho ela muito interessante”– Lissandro – 11 anos 3º Série C
“Na capoeira não adianta só ganhar o cordão, também tem que ter paixão”– Camila Franco Martins – 12 anos – 6ºA.
“Capoeira é legal, na capoeira eu fiz muitos amigos, praticando a capoeira eu faço muitos exercícios ”– Phillip Vieira Gonçalves – 07 anos
“A capoeira fortalece nossos músculos, nossa ginga tem que ser com o joelho dobrado *(flexionado), nós ficamos bem disciplinados, eu adoro a capoeira e estou no cordão verde, o cordão é a coisa mais importante do meu grupo, IÊ, quer dizer *silêncio, nós tivemos votação para o representante”– Ynaê de Oliveira Bomfim – 08 anos 2º Série C *Grifo: Nosso
Como nos escritos das crianças, não poderíamos deixar de tornar pública as opiniões, anseios e esperança dos pais, são eles quem participam, incentivam, cobram e criticam, e são eles a referência de sabedoria e excelência para seus filhos. Nesse painel vocês irão conhecerem a opinião sincera de alguns deles, foi por mim (Mestre Alcides), lida com carinho todas as mensagens (+ ou – 150), e como não teria a necessidade expor todas, escolhi essas, deixando claro que as outras que não foram ao painel contém os mesmos conteúdos e a mesma importância, esse número foi pensado para não tornar muito cansativo a leitura dos painéis.
Mestre Alcides
O que os pais desejam e esperam das oficinas de capoeira para seus filhos…
“Conhecimento e possibilidades do uso do corpo, do espaço e controle de emoções explosivas”– Mãe: Fátima D’auria
“Obediência, Atenção, Educação, Melhoramento `Físico e Mental”
Pai: Renato Fusco
“Que ele possa um dia ser um professor para ensinar tudo que aprendeu”– Mãe: Janete Medeiro de Souza
“Conhecimento das nossas tradições culturais Afro Brasileiros e Disciplina, respeito por todos os idosos e novos professores e alunos”– Pai: Julio Cesar de Campos
“Desenvolvimento físico e social, a capoeira desenvolve a criança em todas as situações”– Pai: Wagner Eduardo Ogata
“Espero que a capoeira possa ajudar meu filho a se desenvolver” OBS: Os pais que não se identificaram –
Nome do filho: Marcos Paulo Fortes 07anos
“Pode ajudar no seu crescimento, e também nos estudos podendo ele conhecer bem melhor a capoeira, não como uma luta, mas sim como uma dança folclórica ”– Pai: José Gideoni Santos
“Sobre a proposta da escola”
Pelo fato de ser um trabalho em grupo, ele vai aprender a ter responsabilidade e respeito com próximo”– Mãe: Ana Lúcia Vasco de Souza
”Eu espero que a capoeira ajuda a meu filho ao modo de agir, e ajudar ao seu próximo”– Mãe: Domênica Campos Teixeira
“Espero que possa influir no seu desenvolvimento físico e no equilibrio emocional” “Sempre é bom descobrir que tem alguma possibilidade e aprender novas coisas, adquirir novos conhecimentos”– Pai: Bento Bueno
“Gosto da Oficina de Capoeira, porque as crianças venham a gostar do esporte, a proposta dessas oficinas é bom. Tomara que todas as escolas tomem essa iniciativa parabéns pelo projeto ”– Pai: Emerson Santos de Souza
“É uma dança ou esporte que ajuda a movimentar seu corpo, ajudando a manter um bom equilibrio, onde também ela aprende a se defender, e ter respeito pelo próximo”– Mãe: Neide Vieira Ferreira
“1º Lugar acabar com a timidez e chegar até mesmo ser um professor”
Pai: Antonio Souza Silva
“Eu espero que ele seja um bom capoeirista”
Mãe: Valdete Pereira Ribeiro
“Espero que ajude na disciplina pessoal dele e que ele possa conhecer as raízes da cultura de onde começou esse jogo-dança, e também quem sabe conhecer até outros paises”– Mãe: Maria das Graças da Silva
Disciplina, capacidade física, organização e muito mais”
Mãe: Florinda Nogueira Kato
“Eu acredito que a capoeira estimula a disciplina e o respeito entre as pessoas”– Mãe: Márcia Peres Pereira “Eu gosto muito, pois faz com que a criança seja mais participativa, comprometida e e principalmente feliz” – Pai: Márcio P Pereira
“Que possa aprender muitas coisas legais, e que no futuro ele possa passar para outras crianças o que ele aprendeu”– “É uma forma deles verem o mundo com outros olhos” Mãe: Rosilane Silva
“Espero que ela continue sempre dando valor pela capoeira, e no professor que é uma pessoa muito dedicada e atencioso com os alunos, e que mais tarde ele também possa passar tudo isso de bom que ela aprendeu para essa na geração que vem vindo, e gosto da proposta porque ele faça com que a criança se interesse mais pela escola, e não ir a escola só para ler e escrever ” Mãe: Hortência Ferreira de Mattos
“Mais tranquilidade, respeito pelos colegas, mesmo que seja um jogo através de luta não existe agressão física” Mãe: Renata Campos da Silva
“Desenvolve o corpo e mente, pratique esporte, pois é muito importante para o cognitivo e ajuda a criança na aprendizagem escolar” Mãe: da Aluna Nathalia Silva de Menezes – 08 anos – 2ºB
“Melhorar os reflexos, o equilibrio, a coordenação motora, estender que é um exercício físico e não um jogo bruto e violento” “Gosto porque as crianças tem oportunidade de conhecer novas culturas, praticar exercícios, desenvolver a auto-estima, melhorar a coordenação motora fina e grossa e aprender rítimos musicais Mãe: Angela Gravino
“Maior autonomia física e psica, maior segurança e conhecimento próprio corpo, maior controle emocional” “Amo de paixão, pois percebe a criança como um universo de possibilidades e da oportunidades para que elas possam perceber suas múltiplas habilidades Mãe: Mércia Consolação Silva
VI – BATIZADO CEACA EMEF DES. AMORIM LIMA 2006
ROTEIRO DA PEÇA: MALTAS DE ONTEM E HOJE
Tema: Ação política das duas principais maltas (guaiamuns e nagôs) de capoeira do rio de janeiro da segunda metade do séc. Xix (1850-1940)
Personagens:
Policiais a paisana- Policiais da cavalaria- Nagôs- Guaiamuns- Catingueles amorim lima- Narradora – natália
Ato 1 – CENA 1 – Apresentação das maltas.
Ação:Apresentação das características de cada malta.
Narradora
- O que vamos apresentar neste batizado é a importância e a participação das maltas de capoeira na cidade do Rio de Janeiro e na política do país de 1850, até nossos dias.
– O seu desaparecimento exato não podemos precisar, mas sabemos com a proclamação da republica em 1889 a capoeira e as maltas foram proibidas por lei.
- Falaremos de duas maltas:
- Os Guaiamuns (entra um Guaiamum (assoviando), chamando os outros e formando a roda sentada) que usavam lenço vermelho e participavam dos movimentos políticos em prol da republica.
- Os Nagôs (entra um Nagô (assoviando), chamando os outros e formando a roda sentada) que usavam lenço branco e participavam dos movimentos políticos em prol da monarquia.
CENA 2 – Confronto com os policiais.
Ação: Os policiais tentam adivinhar quem é capoeira para prender e apanham.
Jogo de capoeira com as crianças jogando, entra os policiais a paisana perto da roda, conversam entre si e saem. (toque da cavalaria)
Todos(toque da cavalaria) – todos disfarçam. No centro ficam as crianças que vão atuar com os policiais
Todos (fim do toque de cavalaria) – policiais da cavalaria entram atiçando os capoeiras estes se esquivam e saem gritando (corre é a polícia!!!!).
Todos – fuga dos capoeiristas, todos saem de cena correndo em direções diversas.
CENA 3 – Confronto das maltas.
Ação: Formação de dois cordões de capoeiras e luta, as maltas atiçam umas as outras.
Narradora
A rivalidade não ocorria somente com a policia.
Entre as maltas haviam disputas por questões políticas e para ocuparem os melhores espaços nas ruas da cidade.
Erick - entra cantando e tocando a musica de confronto para os Guaimuns. A malta entra atrás, (assovio) formando um cordão.
………….._ entra cantando e tocando a musica de resposta. A malta entra atrás, (assovio) formando um cordão.
As duas maltas uma de frente da outra atiçando: (viva a republica!!!, viva os Guaiamuns!!!) (viva a monarquia!!!, viva os Nagôs!!!), revezamento entre as duplas para o confronto.
Narradora (em alto tom)-
- É PROCLAMADA A REPÚBLICA!!!!
As maltas atiçam mais (viva a republica!!!!)
Narradora (em tom de autoridade)-
Com a republica a capoeira foi proibida
- O código penal Brasileiro, decreto numero 487, de 11 de outubro de 1890, estabelece:
a pena de prisão celular de dois a seis meses para aqueles que fizerem nas ruas e praças publicas exercícios de agilidade e destreza corporal, conhecidos pela denominação de capoeiragem.
APITO- entra a policia e prende todos. (quadra vazia)
ATO 2
CENA 4 – séc XXI – Capoeira na escola Amorim Lima.
Ação: representação da capoeira no espaço da escola Amorim Lima, as crianças pequenas fazem a roda e as que encenaram cantam e tocam para elas.
Narradora:
- Hoje com muita resistência à capoeira foi conquistando seu espaço na sociedade.
Agora temos a liberdade de praticar a capoeira em: academias, centros culturais, universidades, praças e escolas.
Crianças entram com mochila nas costas assoviando chamando para jogar capoeira na escola.
Forma a roda e todos jogam. Com a música:
No Brasil tem uma luta…