<!– @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm } –>
Sonhei que estava acordado!
Eu tive um sonho: certo dia, eu estava em um programa discutindo educaçâo para o futuro do Brasil e o meu personagem, naquele momento, chamava-se “Zéfidelisperericopererecamichiricadaroseirapontequarabeiraalta”.
O “Zé” chegava com seu palitó de terno bem passado e limpo, e seu traje era muito colorido e divertido. Quando ele adrentava nas escolas para promover sua educaçâo, não havia um olhinho de criança que nâo se encantava com o “Zé”; e ele, com o seu vozeirão estupendo, cantarolava canções para admirar todos.
Os meninos, por sua vez, queriam conferir se o “Zé” era gente ou brinquedo de levar para casa e perguntavam para ele: – Qual o seu nome, você é gente?
E o Zé bem humorado dizia: - Fiquem caladinhos que vou falar o meu nome para todos guardarem, vou dizer bem devagarzinho…
E o personagem, naquele momento, disparava sua metralhadora de letras dizendo seu nome muito rápido, e não tinha uma criança que não sorria, tentando repetir sem entender a palavra, que era o nome do “Zé fidelisperericopererecamichiricadaroseiraponteguarabeiraalta”.
Zé fidelis, no entanto, prosseguia repetindo e sorrindo o seu nome…
e, em um instante, o nosso Zé disse aos meninos: – Agora vou falar meu nome bem rápido para todos guardarem…
O Zé dizia lentamente seu nome (tudo era explicadinho tim, tim, por tim, tim). Sempre após a abertura do programa, todos os meninos encontrava-se querendo abraçar o Zé, e a conquista de alunos e professores era geral, tudo tornava-se muito fácil de se conduzir…Zé levava os alunos para o pátio da escola e perguntava para os meninos se eles escutavam história de seus pais ou avós… e, sempre, principalmente as meninas, contavam fatos belos de seus antepassados e o Zé teria que manter firme com o personagem - era muita emoção ver aquelas figurinhas animadinhas estudando com atenção o que ele falava, e quando alguma criança perguntava algo para o Zé e o menino dizia seu nome por completo, era hilário. Lembro-me hoje acordado, as cantigas que troquei com os meninos – eram músicas do nosso Mestre Juquinha aqui da Serra do Cipó; as canções todos decoravam em um instante…
Lembro ainda que várias vezes o Zéfidelis, encantou as crianças dançando e cantando o “Batuque” do seu Juquinha, as professoras todas dançavam também;
a roda do batuque estava ficando enorme… e os meninos pediam para o “Zéfidelis” cantar a música do peixinho que subia a cachueira, que é assim “hó”!
“Lambari tá pelejando prasubir na cachueira
pra subir na cachueira
Eu também tô pelejando pra rumá moça solteira
prarumá moça solteira…”
E o Zéfideliz, após horas de encantamento, dançando batuque com as crianças já conquistadas por ele, convidava todos para uma nova roda do saber. E, no momento da despedida, como é de costume em nossa região, todos meditavam, de mãos dadas, agradecendo a Deus por mais um encontro bom, repleto de entendimento para com o próximo…
Sempre encerrava-se com muita emoção, e abraços apertados era comum de se ver em nossa roda.
Zé abraçava um por um e ía desfazendo-se, devagarzinho, de seu traje de Griô Aprendiz. Ali mesmo, em frente às crianças, ele entrava em sua nave de ilusão, sonhando com um Brasil mais digno, sem corrupção e repleto de O.N.G´s e projetos sociais - um Brasil que, agora, implementa a Ação Griô, que é para o Zé, o futuro da educação em nossa nação!
Um vento soprara neste instante a cortina do quarto… ouvi ainda um Bem – te -vi cantando e anunciando que o novo dia começara - era o começo da primavera!
Fui até o computador responder os questionários propostos por Lilíam e Márcio, dois amigos super, super!