Em Piaçabuçu proporcionamos a convivência social. Entendemos que somos um coletivo com descendência africana, indígena, portuguesa… Fomos, até sem perceber, tomando posse das coisas que já eram nossas, mais que de certa forma estavam esquecidas, adormecidas em nós. Ao fazermos essas informações chegarem às pessoas, potencializando a harmonia na convivência humana. Nenhum desenvolvimento se faz com qualidade se não houver a valorização da cultura popular e o fortalecimento da identidade das pessoas. No nosso Ponto mobilizamos (através da cultura e meio ambiente) e contribuímos para a organização do povo ribeirinho através da articulação em redes de comunicação e trocas de experiências(*), de forma que se perceba protagonista de sua história. Isso só acontece quando nos conhecemos e ao outro, valorizamos e respeitamos a nós, a nossa história e o meio a que pertencemos. Os saberes dos mestres e griôs da cidade ficavam dentro de suas próprias bolhas. A pedagogia griô foi como um espeto que furou as bolhas. Juntos, estamos aprendendo a conviver e interagir. Aprendemos a respeitar os saberes dos mestres e eles aprenderam a respeitar nossos saberes. Percebemos o quão é importante dialogar, ouvir e ser ouvido. Estamos construindo um novo saber. Hoje, existem respeito e carinho dos educadores para com os mestres e griôs. Muitas e muitas vezes não é necessário a mediação do griô aprendiz nas vivências das escolas. Coordenadores pedagógicos e professores assumem o lugar de griô aprendiz, o que se faz possível graças aos encontros de estudo sobre a pedagogia griô. Coordenadores municipais que também integram o grupo de estudo a respeito da pedagogia griô, discutem a construção de um currículo para o Município.
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