Mais do que colheita, esse encontro proporcionou o direcionamento para minha Ação de Griô aprendiz, juntando elementos em foco: a água e a terra que norteiam para um visual de infinidade que é o mar a minha frente.
Uma regeneração da minha ansiedade, das buscas e dilemas interno.
A acolhida, o afeto, o abraço fortaleceram a participação e a incorporação do meu papel, um verdadeiro encontro, um forte sentido provocado pela roda de diversidades e encanto.
A memória da minha água doce, serena referencia o lago, ponto de encontro de subsistência dos meus mestres pescadores; o mar que me refiro alia-se a essa memória e misturam-se a sentido de diferentes águas para a construção de futuras e diversas práticas na minha ação griô aprendiz.
Santo de Casa Faz Milagre
As vestimentas bordadas em canutilhos coloridos expressam dons artísticos dos mestres da Ação Griô Vianense, tradicional pela sua beleza e detalhes ricos numa mistura de símbolos religiosos e elementos da natureza trazendo o sol como elemento central e aponta para a figura do São João cultuado e festejado na tradição desse povo, que trabalha em ofícios diversos (pescaria, marcenaria) de onde extraem a criatividade do instrumento musical que acompanha o ritual da dança (as matracas) uma espécie de pedaço de madeira que provoca sons diversificados compondo ritmos que formam a roda em dança e jogos de toadas (trechos de realidades envolvendo temas sociais, políticos e vivência de cada membro da brincadeira desse santo.
No momento da cantoria há um silêncio simbolizado pelo apito para que a concentração do cantador (mestre) seja preparado e as matracas numa batida coletiva se iniciam até que o sinal seja feito novamente por outro cantador e nas batidas das matraca e vai-e-vém de pés cria o ritual da magia numa mistura de sagrado e profano da tradição junina vianense.